Leitores criticam atitude de presidente da Fundação Palmares

Mortes por coronavírus e médica espancada também são temas de comentários de leitores da Folha

Fundação Palmares
Se o presidente da fundação xinga o patrono desta, que conclusão tirar? Foi colocado lá para destruí-la (“Presidente da Fundação Palmares chama movimento negro de ‘escória maldita’”, Ilustrada, 3/6). A típica covardia deste governo é fazer, mas não ter coragem de admitir. Por que não fecha todas as fundações? Por que não declaram a que vieram?
Simone Luiz (São Paulo, SP)

A questão que envolve esse tipo de pensamento está na construção e na formação da pessoa! Este governo tem entre seus projetos a desqualificação de pessoas, entidades e instituições que não concordem com o que ele pensa. Não ficamos nada surpresos. Lamentamos que no Brasil esse governo desesperado enverede sempre pelo caminho da destruição, neste caso, de caráter racista. Espero que o povo brasileiro refugue esse tipo de comportamento! Democracia!
Ricardo Santa Maria Marins (São Paulo, SP)

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, chega ao Palácio do Planalto para almoço com o presidente Jair Bolsonaro
O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, chega ao Palácio do Planalto para almoço com o presidente Jair Bolsonaro - Pedro Ladeira/Folhapress

Sob a perspectiva do direito administrativo, a nomeação do sr. Sérgio Camargo para presidente da Fundação Palmares configura ato nulo. Há desvio de finalidade em se nomear para uma fundação pública um presidente sabidamente contrário às finalidades para a qual foi instituída. Improbidade administrativa do presidente e, sobretudo, do sr. Sérgio Camargo. Por que ele aceitou o cargo? O Ministério Público Federal tem de exigir a sua saída.
Carlos Bitencourt (São Paulo, SP)


Mortes por coronavírus
O vírus já matou mais de 30 mil brasileiros e contaminou mais de 550 mil (“Brasil tem número recorde de mortes e ultrapassa a marca de 30 mil óbitos”, Saúde, 3/6). Parece que a gripezinha e a histeria citadas por Bolsonaro andaram matando muita gente no mundo. Será que ninguém fora do Brasil pensou em usar a cloroquina? Parece que só Trump e Bolsonaro acreditam nessa fórmula mágica. Precisamos esperar a lenta ciência, enquanto o rápido vírus ataca sem dó.
José Carlos Saraiva da Costa (Belo Horizonte, MG)

Ainda estamos em situação confortável em relação ao resto do mundo.
Paulo César de Oliveira (Franca, SP)

Aguardo o dia em que grande parte da população terá a clareza de que o presidente deu sua contribuição para números tão assustadores, com a negação de que a doença fosse algo muito sério. E a troca de ministros, por capricho político, é algo que contribui mais para escancarar a responsabilidade dessa pessoa.
Ednaldo Miranda de Freitas (Coronel Fabriciano, MG)

Bolsonaro diz sobre as mortes pela Covid-19, as mais de 30 mil, que são “o destino de todo mundo”. Com o enfrentamento da pandemia sendo esquecido nas agendas diárias deste presidente irresponsável, o destino de muitos pode, sim, ser a morte. Bolsonaro pode não ser legalmente responsável por tais mortes, mas moralmente os cadáveres devem ir para a “conta” dele.
José Salles Neto (Brasília, DF)

Toda vez que leio texto de alguém falando mal do governo Bolsonaro, me pergunto: onde estava essa pessoa nos 16 anos de governo petista? Devia estar ensacando vento!
Claudir José Mandelli (Tupã, SP)


Médica espancada
Essa tentativa covarde de assassinato, segundo a denunciante, deve ser investigada e, a partir daí, aberto o processo judicial (“Médica é espancada por 5 pessoas que frequentavam ‘baile do Covid-19’ no RJ”, Saúde, 3/6). Infelizmente esses crimes vão para a Justiça Militar, que não vai dar o tratamento minimamente justo que poderia ter na Justiça comum. Só assim essa confusão entre polícia e milícia —com prejuízos incalculáveis para os bons policiais— poderá acabar. Mas isso depende de mudanças na legislação, o que passou da hora de acontecer.
Gil Carlos Dias (Belo Horizonte, MG)

Policial militar com Mini Cooper em uma festa em plena pandemia! Miliciano que envergonha a farda que usa! Não é policial, é meliante comum, deverá responder por tentativa de homicídio! Se a própria polícia não puser fim às milícias, será o fim de toda a corporação!
Francisco Barbosa (Guarapuava, PR)

Ela cometeu crime de dano. Mas isso não justifica homens espancarem uma mulher, ainda mais do tamanho dela. Espero que a PM e os bombeiros não sejam corporativistas.
Denise Soares (Brasília, DF)

A Folha deveria apurar como policial consegue comprar Mini Cooper.
Thays Castro de Almeida Martins (Rio de Janeiro, RJ)


Brasil e a Alemanha nazista
Ora, isso não é argumento: respeitar o presidente e ter “amor à pátria” (“Comparar Brasil à Alemanha nazista é infeliz, diz general”, Poder, 1º/6). Celso de Mello tem tanto ou mais amor à pátria que Bolsonaro ou o general Ramos —eu tenho— e por isso está mostrando o rumo ditatorial do governo Bolsonaro e da penca de militares aboletados nele. Estamos perto de um golpe militar.
Luiz Fernando Schmidt (Goiânia, GO)


Desfiliada
Sara Winter fez parte desse partido até 1º de junho de 2020 (“Alvo de operação é expulsa do DEM após ameaçar Moraes”, Poder, 3/6)! Que partido é esse que tem essa pessoa como membro? Em qualquer país ela teria sido interrogada e investigada, pois ameaçou o ministro, sua família e associados.
Marina Gutierre (Sertãozinho, SP)


Colunistas
Concordo com Delfim Netto: centrão existe no mundo inteiro (“O que é centrão”, Opinião, 3/6)! O problema é que no Brasil o centrão é sempre mercenário e chantagista!
Renato Maia (Prados, MG)

Joel Pinheiro da Fonseca (“O governo das bandas podres”, Poder, 2/6) sintetiza os desgovernos passados e presente, os primeiros naufragados na corrupção e o segundo em alucinado autoritarismo extremado. Que triste destino do Brasil constrangido na espúria convivência entre egoísmo e hipocrisia.
Eduardo Duxa de Oliveira (Sertãozinho, SP)

Senti na pele o gosto do sal, o calor do sol e as partículas de areia ao ler o texto de Gregorio Duvivier (“A praia no tapete”, Ilustrada, 3/6). Na condição de avô, já fui à praia, ao bosque, ao shopping e outros lugares com meu neto e minha netinha. Um texto primoroso e que deve ser colocado numa moldura. Ah, fiz e faço isso direto e com muito prazer. Abraço e obrigado.
Emídio Ornellas de Almeida (Pompeia, SP)

Colagem mostra criança de uns dois anos sentada na praia, de costas para o observador.
Ilustração de Catarina Bessell para coluna de Gregório Duvivier de 3.jun.2020. - Catarina Bessell

Dimenstein
Como é difícil conceber a passagem tão rápida de um amigo. Jovem como todas e todos a quem se dedicou. Ser humano honrado. Tenho comigo a gratidão pela oportunidade de conviver com ele e realizarmos juntos projetos grandiosos. Vai fazer muita falta. Descanse em paz, querido amigo Gilberto Dimenstein. Conforto à família, na mais profunda e sincera oração.
Miguel Pereira Neto, advogado e ex-presidente da ONG Cidade-Escola Aprendiz

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