Leitores comentam texto sobre 'retomada verde'

Leitor critica falta de compromisso do governo com o ambiente

Retomada verde
"Ex-presidentes do BC e ex-ministros da Fazenda lançam carta por retomada verde na economia" (Mercado, 14/7). Bem além das questões ideológicas, têm surgido posicionamentos de enfrentamento ao presidente e à sua política de extermínio dos bens e valores nacionais, como os movimentos Somos 70% e Todos pela Democracia e os manifestos de ex-ministros da Saúde, do Meio Ambiente, das Relações Exteriores e, agora, da Fazenda. Começam a tomar esboço movimentos mais sólidos de resistência a este desgoverno.
Edlaine Silva da Cunha Tavares (Franca, SP)


Qual o posicionamento desses 17 notáveis em relação ao impeachment do presidente? Dá a impressão de que esses senhores, sócios do neoliberalismo e do capital especulativo, querem fazer omelete sem quebrar os ovos. Impossível parar Bolsonaro e seu projeto de destruir as instituições republicanas, os direitos, o emprego e a renda sem retirá-lo do poder.
Vilmar Dimas Nicolau (Curitiba, PR)

Tudo não passa de blá-blá-blá, pois nada de concreto se faz. A sociedade brasileira está anestesiada, marcada pelo ódio e pela insensatez dos que elegeram Jair.
Abdinaldo Duarte (São Paulo, SP)

Nunca houve um (des)governo tão sem compromisso com o ambiente.
Fábio Nogueira (Itajubá, MG)

Mourão x Gilmar
"Mourão cobra retratação de Gilmar Mendes por fala que associou militares a genocídio" (Poder, 14/7). O vice-presidente está com mimimi. Quer ocultar a omissão e a ineficiência do Ministério da Saúde, ocupada por militares. O governo precisa fazer autocrítica e mudanças. O termo genocídio foi forte, mas não retira o fato que fundamenta a crítica. Os militares estão inseridos na gestão e com ações pouco republicanas, como a intenção de mudar informações que são de interesse público.
Lisiane Vieira Ortiz Martinez (Bagé, RS)

Mourão anda de bicicleta - Sérgio Lima/AFP

Os militares que lavaram as mãos para as inúmeras declarações do presidente contra a democracia e que não se manifestaram ante a devastação da Amazônia e o extermínio dos povos indígenas vêm agora posar de isentos.
Sérgio Sayeg (São Paulo, SP)

Seria ótimo se os militares tivessem com a saúde da população a mesma preocupação que mostram na defesa corporativa das Forças Armadas. Destruir o Ministério da Saúde e demitir dois ministros durante a maior crise dos últimos cem anos, aparelhar a pasta com milicos que não têm experiência nenhuma na área e se omitir perante quase 80 mil mortos são detalhes para o general. O importante é a honra da instituição militar. Ele espera que agradeçamos por tão importante contribuição?
Carlos Gueller (São Paulo, SP)

É mesmo? Indignação? E onde está a indignação com mais de 72 mil mortos? Onde a indignação com um ministério cujo comando só tem militares sem formação técnica? Onde a indignação com a Amazônia sendo destruída e povos indígenas sendo atacados. Indignados estamos nós, caro senhor.
Terezinha Rachid Ozório da Fonseca (Bom Jardim de Minas, MG)

Mourão externou o sentimento de muitos brasileiros. Gilmar Mendes não tem condição nenhuma de ser ministro —bolsonacomo bem disse Joaquim Barbosa quando fazia parte daquela corte.
Robson Barbosa Bento (Sete Lagoas, MG)


O país, a vergonha e o amor
Vivo no Brasil há 40 anos. Quando adolescente, na Espanha, nos anos 50/60, no governo de Francisco Franco, havia uma matéria chamada "Formação Política". Nela, havia lemas mais ou menos acertados, e lembro-me de um: "Amamos Espanã porqué no nos gusta" (Amamos a Espanha porque não gostamos dela). Amávamos o país porque queríamos que mudasse, e para isso lutávamos. Essa consigna acho que corrobora o artigo de Contardo Calligaris de 9/7 ("Fala 'cidadão, não' mostra restos de uma atrasada estrutura de classes", Ilustrada). O autor citado, Carlo Ginzburg, está querendo dizer que amamos o Brasil porque não nos agrada o que temos e queremos mudá-lo. Amamos muito aquele país do qual nos envergonhamos.
Jesus Pina Crespo (Piracicaba, SP)

Homem observa painel de fotos de vítimas da ditadura franquista em 2012 - Susana Vera - 31.jan.2012/Reuters

Trabalho
Faço minha a indagação de José Pastore ("A irracionalidade dos vetos em matéria trabalhista", Tendências / Debates, 14/7) no que tange aos vetos emitidos pelo presidente Bolsonaro: por que traçar caminho exatamente oposto ao da maioria dos outros países? Qual é o seu ganho em vetar os benefícios trabalhistas? Por que o desempregado sofre empecilhos para se recolocar no mercado de trabalho? Quero que o presidente explique qual é a lógica desse sistema.
Flávia Alves Ribeiro Monclus Romanek (São Paulo, SP)


A ema bicou

Bolsonaro no Palácio da Alvorada com as emas - Pedro Ladeira/Folhapress

"Seguindo os passos da naja, emas dão continuidade à revolução dos bichos em Brasília "“ao menos em memes", #hashtag, 14/7). Será que o ministro da Justiça invocará a Lei de Segurança Nacional contra a ema que bicou Bolsonaro?
Marcelo Silva Carvalho (Belo Horizonte, MG)


Fraude na universidade
"Universidade de Brasília cassa diplomas e expulsa alunos por suspeita de fraude em cotas raciais" (Educação, 14/7). Se o ingresso do aluno se deu mediante fraude, a expulsão é cabível. Mas não acho razoável, por exemplo, uma expulsão após o aluno ter cumprido mais de 50% dos créditos. Tem que haver balizas, afinal de contas, há um componente de culpa por parte da instituição, pois não é possível uma pessoa branca se passar por negra durante anos sem que isso seja percebido. A cassação do diploma ou de créditos é inconcebível.
Márcio Francisco Dutra e Campos (Belo Horizonte, MG)

As universidades deveriam ser rigorosas na seleção dos candidatos. Depois que o aluno termina os estudos, custeados pelo Estado, cassam-lhe o diploma? Os funcionários responsáveis pela seleção é que deveriam ser "cassados" e condenados a reembolsar o governo.
Enaide Hilse (São Paulo, SP)

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