Perversidade de Bolsonaro atingiu níveis incalculáveis, diz leitor

Colunas de Hélio Schwartsman ainda geram manifestações

Perversidade
A perversidade de Bolsonaro atinge níveis incalculáveis. Simplesmente vetou medidas básicas de auxílio aos indígenas aprovadas pelo Congresso. Mas a visão do ministro André Mendonça (Justiça) é que o crime foi cometido por Hélio Schwartsman num artigo deste jornal.
Paulo Bittar (São Paulo, SP)

A folha corrida do capitão Bolsonaro é um passeio pelo Código Penal. Começa pelas rachadinhas e exagero do gasto de gasolina de seu gabinete na Câmara (peculato), passa pelas notícias falsas propagadas pelo gabinete do ódio (calúnia e difamação), deixa acéfalo o Ministério da Saúde e desrespeita normas das autoridades sanitárias (crime contra a saúde pública), assiste impassível às manobras do ministro Guedes contra o patrimônio público e do condenado Ricardo Salles contra o meio ambiente, (prevaricação) e termina com a incitação de seguidores contra o Congresso e o STF (crime de responsabilidade ).
Joaquim Francisco de Carvalho (São Paulo, SP)


O futuro chegou
"Não se trata de começar do zero, mas de começar melhor" (Tendências / Debates, 12/7). Lives artísticas e filantrópicas, parte das aulas escolares online, reuniões online... Isso tudo seria no futuro, mas a pandemia antecipou essa realidade.
Marco Antônio Figueiredo Filho (Votuporanga, SP)


Volta à escola
Manifesto minha indignação com a reportagem "Volta à sala de aula será híbrido entre presencial e online" (Educação, 12/7). É revoltante que a Folha publique reportagem sobre tema tão importante sem ouvir os profissionais que atuam nas escolas públicas. Será que só empresários da educação, membros do CNE e professores universitários sem vínculo com ensino básico público têm opinião sobre o tema? A escola pública atende a maioria dos alunos, mas não é ouvida. É esse o jornal que defende a democracia?
Zoraide Faustinoni da Silva (São Paulo, SP)

Bolsonaro infectado
Demétrio Magnoli nos presenteou com um texto profundo, lúcido e sagaz ("A vida e a vida de Bolsonaro", Poder, 11/7). Gostaria muito de ler a réplica de Hélio Schwartsman. Creio que nós, leitores da Folha, só temos a ganhar com esse fecundo debate de ideias.
Pedro Filipe de Assis Anversa (Leuven, Bélgica)

Neste domingo (12/7), a ombusdman Flavia Lima afirmou que Hélio Schwartsman não cometeu crime ao desejar a morte de uma pessoa ("Vale torcer pela morte?", Poder). Mas quem aqui falou em crime? Aquilo é outra coisa, é questão de princípios, de caráter --ou da falta dele.
Mauro Eduardo Abrahão (Franca, SP)


Muito pelo contrário
A Folha jogou fora uma página inteira neste domingo (12/7) para ouvir o senhor Rogério Chequer dizer nem sim nem não, muito pelo contrário ("Radicalismo bolsonarista é passageiro e surgiu por causa do regime petista", Poder, 12/7). Votou em Bolsonaro, mas não o apoia; não é a favor nem contrário ao seu impeachment, mas o considera um estelionatário eleitoral. Resumindo, ele pensa que nós também somos idiotas.
Ademar G. Feiteiro (São Paulo, SP)


Na lata
As crônicas de Antonio Prata fazem parte da minha rotina de domingo. Nas últimas semanas, elas não foram tão inspiradoras como são de costume. Porém, neste domingo, o colunista acertou na lata, com um dos mais precisos mapeamentos da sombria, atordoada e infame sociedade atual ("A doutrina do "f*d@-se!", Saúde).
Eduardo Passos (São Paulo, SP)

Ilustração de pessoa com capuz na cabeça quase todo fechado, só é possível ver o nariz e a boca dela. Nas mãos, há uma buzina antiga levantada na altura do rosto, prestes a ser acionada
Ilustração der Adams Carvalho para coluna de Antonio Prata de 12.jul.2020 - Adams Carvalho/Folhapress


Coronavírus
A atual política do Ministério da Saúde passa bem distante da imensidão dos problemas trazidos pelo coronavírus. Testagem e aquisição de equipamentos médicos, notadamente respiradores, não foram assumidas pelo ministério, que deveria coordenar uma força nacional no combate ao vírus. No entanto, aquele ministério está apático e há muito tempo sem titular, o que deixou unicamente nas mãos de governadores e prefeitos essas aquisições, surgindo assim um largo campo para a corrupção durante a pandemia.
Antonio Adélio Ferreira de Carvalho (Belém, PA)

Ué! E os 40 milhões de testes mensais que em 4 de abril de 2020 o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o Brasil iria comprar? Papo furado! Muita garganta e pouca ação.
Hugo Paiva de Oliveira do Amaral (São Paulo, SP)

Países até mais pobres que o nosso fizeram no início da epidemia entre 3 e 30 vezes mais testes por caso confirmado do que o Brasil —nações como a Tailândia, a África do Sul e a Argentina. Eles faziam muitos testes proporcionalmente porque estavam rastreando contatos ou pelo menos testando mais casos suspeitos. Com isso, conseguiram evitar a explosão da doença, identificando e isolando com mais agilidade os infectados.
Ricardo Knudsen (São Paulo, SP)

SBPC
Excelente a reportagem "Livro esmiúça 70 anos de história da ciência brasileira pelas mãos da SBPC" (Ciência, 12/7), que mostra o papel fundamental da SBPC nos muitos avanços que tivemos como nação. Importante texto, especialmente no momento atual, em que uma onda de negacionistas científicos se instalou em Brasília. Vida longa à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. E que a Folha continue a nos brindar com reportagens assim.
Marco Randi, professor de biologia celular na UFPr (Curitiba, PR)


Fernanda Torres
O conteúdo pessimista do artigo de Fernanda Torres deste domingo é a antítese do que ele representa ("Zoom", Ilustrada, 12/7). Através dele, percebe-se o seu esforço de pensar este mundo e este país. E sua arte, seja representando ou escrevendo, a coloca como uma das luzes de nossa cultura, confrontando seu próprio pessimismo, pois o que ela produz é a percepção em nós de que é possível pensar e construir um tempo e um país melhores.
Júlio Jesus (Curitiba, PR)


#Use Amarelo pela Democracia

As luvas amarelas e democráticas da Zuleica - Zuleica Amaral

Luvas amarelas para manter mãos limpas.
Zuleica Aparecida Filgueiras do Amaral (São Paulo, SP)


Monarquia 2.0
Se o problema dessa malta que se apossou de nosso país fosse só este --debater o valor e os feitos de um período em que fomos monarquia --, estaríamos bem ("O Império contra-ataca e ganha espaço na Cultura do governo Bolsonaro", 12/7). Não tenho dúvidas de que dom Pedro 2º, com todas as dificuldades e problemas que tínhamos então, era infinitamente melhor do que é Bolsonaro.
Maurício Soares (Curitiba, PR)

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.