Leitor elogia ilustrações sobre restaurantes que fecharam

Aprovação de aborto na Argentina tem apoio e crítica de leitores

Memória afetiva

Ilustração do Bar Filial, na Vila Madalena, em São Paulo, que fechou devido à pandemia - Veridiana Scarpelli/Folhapress


Precisas e delicadas, as ilustrações de Veridiana Scarpelli deixam memória afetiva para aqueles que, como eu, lamentaram o fechamento de bares, cafés e restaurantes tradicionais em 2020. Na reportagem, elas fizeram a diferença ("Os estabelecimentos tradicionais de SP e do Rio que fecharam na pandemia", Cotidiano, 30/12).
José Marcos Thalenberg (São Paulo, SP)

Fachada da Casa Villarino, no centro do Rio - Veridiana Scarpelli/Folhapress

Covid

Joe Biden anunciou que janeiro será tenebroso nos EUA por conta das festas de fim de ano, que trarão aumento violento de casos de coronavírus. Se será tenebroso lá, por aqui não há adjetivo capaz de demonstrar o desastre anunciado. Aumento de tráfego, principalmente ao litoral, desobediência de prefeitos quanto à determinação de entrar na fase vermelha e comportamento displicente de turistas são só alguns dos fatores preditores da marca vergonhosa que se avizinha de 200 mil brasileiros mortos. Não sabemos como será 2021, mas certamente não começará bem.
Luciano Harary (São Paulo, SP)

Caraguatatuba, SP, 30 de dezembro de 2020. Movimentação na praia de Martim de Sá, em Caraguatatuba, no feriado do Réveillon. Praia ficou lotada, apesar das restrições no estado impostas por causa da pandemia do coronavírus. Foto: Reginaldo Pupo/Folhapress
Movimentação na praia de Martim de Sá, em Caraguatatuba, no feriado do Réveillon - Reginaldo Pupo/Folhapress

Museu Nacional
Não é preciso falar das mazelas de 2020, mas, sim, no que podemos fazer para que dias melhores se tornem realidade. O Museu Nacional está empenhado para entregar parte do palácio em 2022, ano do bicentenário do Brasil. Parceiros como Instituto Cultural Vale, BNDES, Alerj, deputados federais do RJ e Bradesco mostram que estamos no caminho certo. Mas precisamos de um envolvimento maior da sociedade. A única certeza desse ano que se inicia com incertezas é que o Brasil precisa de suas instituições científicas e culturais funcionando. O Museu Nacional vive!
Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional (Rio de Janeiro, RJ)

Obras do novo campus da UFRJ que abrigará os laboratórios e a administração do Museu Nacional, atingido por um incêncio em 2018; previsão de inauguração é em 2021 - Divulgação/Museu Nacional

Anomalia
Mesmo que a Folha seja, como muitos dizem, porta-voz da esquerda, o editorial "A anomalia" (Opinião, 31/12) não emite julgamentos nem assume uma postura ideológica. Registra uma sucessão de fatos, decisões e comportamentos concretos de um presidente destrambelhado. O texto inclusive esqueceu de registrar o lance ridículo de Bolsonaro "fazendo um gol", se estabacando no chão feito um porco atropelado, e a montagem sinistra do asqueroso Leo Índio com uma foto da ditadura ("Instituto Moreira Salles repudia montagem em foto compartilhada por primo dos Bolsonaros sobre ditadura militar", Painel, 30/12).
Samuel Gueiros Júnior (Santarém, PA)

*

Enquanto Paulo Guedes continuar praticando o jogo da banca e dos demais donos do dinheiro grosso, esse inepto e sua turma de bajuladores seguirão no poder sem maiores incômodos.
Karina Kanazawa Rienzo (São Paulo, SP)

*

A Folha, apoiadora de primeira hora do genocida, lembra o sujeito que colocou fogo na casa e depois reclamou da demora dos bombeiros em apagá-lo.
Tadeu Roberto Corbi (São Bernardo do Campo, SP)

Aborto na Argentina
Tristes estamos, sendo católicos e sul-americanos, ao ver o país vizinho —de maioria católica— aprovar a liberação do aborto ("Em decisão histórica, Argentina aprova direito de mulher decidir sobre aborto", Mundo, 30/12). Essa tristeza se amplifica pois traduz um desrespeito muito grande à figura do papa Francisco, argentino, que tanto tem pregado pela vida. Lamentável!
Sílvia Helena Bastelli Gagliardo, professora aposentada (Americana, SP).


Mais uma vez, Mariliz Pereira Jorge foi precisa em sua análise ("Aborto legal no Brasil", Opinião, 31/12). O diversionismo começa quando se ataca a questão como movimento a favor do aborto, quando a discussão é sobre descriminalizar tal prática. A Argentina avançou muito, mas ainda coloca uma série de condições e restrições na lei. No Brasil, em vez da promoção da saúde da mulher, o governo e os parlamentares retrógrados defendem a estatização do útero, appenas para haver ainda mais controle sobre o corpo da mulher.
Adilson Roberto Gonçalves (Campinas, SP)


Feminicídio
Feminicídio sempre foi crime cruel e mesquinho. A Lei Maria da Penha não resolveu. Foi feita para inglês ver. Foi necessário que a infâmia atingisse desta vez uma mulher de classe profissional elevada no Rio de Janeiro para que a notícia chegasse com clamor à grande mídia, causando indignação e repugnância da opinião pública. Infelizmente, é só assim que as leis melhoram. Milhares de feminicídios ficam no anonimato e esquecimento, não merecendo sequer nota no jornal. Vidas femininas importam, e muito.
Marcelo de Lima Araújo (Rio de Janeiro, RJ)


Privilégios
Qual brasileiro que não se sente envergonhado com essas autoridades do Judiciário que se comportam com tanta vileza a ponto de viverem de privilégios absurdos e de carteiradas infames, como no caso da reserva de vacinas para si e para familiares? E tudo fazem para não mudar absolutamente nada! Nem como nobres numa monarquia teriam tantas benesses.
Ademir Valezi (São Paulo, SP)


Boas-festas
A Folha agradece e retribui os votos de boas-festas de Filippo La Rosa, cônsul-geral da Itália em São Paulo, José Renato de Araújo, secretário municipal de Saúde de Tapiratiba (SP), Rodney Vergili, diretor da Digital Assessoria e Comunicação Integrada, Antonio Neto, presidente municipal do PDT de São Paulo, José Ribamar Pinheiro Filho (Brasília, DF), Aner, Associação Nacional de Editoras de Revistas, e ArtSoul.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.