Descrição de chapéu Folha, 97

Manual da Redação da Folha chega à 5ª e mais ampla versão

Desde os anos 1980, jornal garante acesso do público externo a suas regras 

São Paulo
A nova versão do "Manual da Redação"
A nova versão do "Manual da Redação" - Gabriel Cabral/Folhapress

Publicado desde 1984, o Manual da Redação da Folha ganha uma nova edição bastante diferente da anterior, com a inclusão de temas como comportamento profissional nas redes sociais e enfrentamento das fake news.

As novidades, porém, não alteram o objetivo estabelecido nos anos 80: traduzir em normas simples o tipo de jornalismo praticado pela Folha.

De acordo com Otavio Frias Filho, diretor de Redação, um manual geral, como o da Folha, vai muito além de apresentar orientações sobre o bom uso do português e de fixar a padronização a ser adotada pelos jornalistas da casa.

Como diz Frias Filho, o Manual permite dar alguma unidade às diferentes subculturas presentes na Redação (origens, estilos, faixas etárias diversas), reforçando a identidade do veículo.

O diretor de Redação aponta outras duas utilidades do documento: Propicia uma régua comum pela qual se podem avaliar com mais objetividade desempenhos, erros, casos controvertidos etc. E possibilita às novas gerações profissionais suprir lacunas em sua formação.

A esses três aspectos, voltados ao próprios jornalistas, soma-se um quarto: a possibilidade de que leitores fiscalizem o desempenho do veículo.

Isso porque o Manual se destina não só ao público interno mas também ao externo, que dessa forma pode conhecer compromissos e objetivos do jornal. Assim, a carta de princípios e práticas é ferramenta para quem quiser acompanhar e criticar o trabalho da Redação.

Para Frias Filho, tornar esse documento público talvez seja o aspecto mais relevante da tradição da Folha em matéria de manuais.

E os leitores, de fato, têm mostrado interesse pelo Manual da Redação. A versão anterior, publicada pela primeira vez em 2001, vendeu quase 100 mil exemplares, um best-seller no mercado editorial brasileiro.

Esse apelo se explica tanto pela demanda por manuais que ensinem a aprimorar a escrita como por uma curiosidade sobre o funcionamento interno da imprensa e da mídia em geral.

Frias Filho diz ter a melhor expectativa possível em relação ao alcance e ao impacto da nova edição do Manual, seja porque se passou muito tempo desde a última revisão ampla, seja pelo grande número de novidades impostas pelo contexto histórico.

O jornalismo escrito enfrenta uma de suas crises periódicas decorrentes de mudanças no modo de produção. Nos anos 50 e 60, por exemplo, a televisão suscitou inúmeros desafios para a imprensa.

Hoje, como se sabe, as transformações são ainda mais intensas. A internet não só modifica a forma como um jornal pode ser produzido como também multiplica as possibilidades da comunicação.

Se o novo Manual demorou a ser produzido, pois a empreitada demanda investimentos, ele chega num momento crítico para o jornalismo.

Profissionais dessa área, assim como leitores em geral, encontrarão na nova edição do Manual da Redação um modelo de jornalismo longamente debatido e amadurecido na Folha, uma referência atualizada para se guiar nestes tempos de turbulência.

Edição revista, atualizada e com novo projeto gráfico

Foram 25 meses para a elaboração do conteúdo do novo Manual da Redação. Ao todo, passaram-se quase três anos entre a criação da comissão responsável por essa tarefa, a edição do livro e, finalmente, sua publicação.

O resultado é a 21ª edição do Manual, totalmente revista, atualizada e com novo projeto gráfico. Desde 1984, quando o livro circulou pela primeira vez, esse mesmo tipo de processo foi realizado em apenas outras três ocasiões: 1987, 1992 e 2001.

Entre as mudanças estão a estrutura geral do livro (agora dividido em quatro partes), a criação ou a supressão de capítulos e a incorporação de novos conteúdos em seções que já existiam.

Na primeira parte, o Manual trata de aspectos relacionados à Folha: seus princípios e seu Projeto Editorial, sua história e sua estrutura.

A segunda parte, dedicada à atuação jornalística, traz orientações éticas e práticas para o exercício da profissão. Antes reunidas num único tópico, as diretrizes estão desdobradas em dois capítulos.

Questões suscitadas pelos avanços tecnológicos foram incluídas, como conduta nas redes sociais e uso de drones.

Ainda ganharam explicações mais extensas os principais procedimentos típicos da produção jornalística, como elaboração de pauta, apuração de reportagem e checagem de informações.

Alguns temas específicos também passaram a ter mais destaque na nova edição. Entre outros, são os casos da cobertura de crimes, do quadro sobre como fazer uma boa entrevista e das orientações para enviados especiais.

A terceira parte do Manual diz respeito à escrita. As tradicionais seções sobre padronização e normas gramaticais têm novidades, como o tópico expressões parecidas, sentidos diferentes e a tabela para auxiliar no uso de verbos considerados difíceis.

Além disso, o leitor encontrará um capítulo novo sobre estilo. Seus verbetes trazem referências para quem quiser aprimorar o próprio texto, com dicas para escrever de forma mais clara e concisa, por exemplo.

Anexos

Na quarte parte estão os anexos temáticos, inseridos pela primeira vez no Manual da Redação de 1992.

Seu propósito é reunir informações básicas sobre algumas das áreas mais presentes no noticiário. Por isso, embora a seção tenha mais de 25 anos, seu conteúdo foi mudando ao longo do tempo.

Alguns anexos da edição anterior foram deslocados para o capítulo Padronização, como transliterações e estrangeirismos, enquanto outros deixaram de existir (militar, por exemplo).

Em outros casos, o conteúdo foi integralmente alterado, como no anexo sobre saúde (antes chamado médico), ou parcialmente, como nos casos de economia, matemática e estatística e religiões.

Há, por fim, novos capítulos temáticos: ciência e ambiente, educação, tecnologia e Poder Executivo este último, ao lado de Poder Legislativo e Poder Judiciário, integram seção sobre os Três Poderes.

Com alguma dose de humor e do espírito crítico tão caro à Folha, o Manual tem ainda o capítulo Errei, mas quem não Erramos. Trata-se de pequena coletânea de erratas curiosas ou, na maior parte das vezes, embaraçosas.

A seção possui ainda funções históricas e pedagógicas. No primeiro caso, por lembrar que a Folha foi o primeiro jornal do país a criar, em 17/2/1991, um espaço fixo diário para reunir as retificações de erros constatados.

No segundo caso, por mostrar que desatenção, pressa, desconhecimento e falta de revisão, todos inimigos do bom jornalismo, podem gerar erros constrangedores.

O Manual da Redação foi elaborado por uma comissão criada em 2015. Coordenada por Uirá Machado (editor da Ilustríssima), teve como integrantes Suzana Singer (editora de Treinamento, Seminários e Qualidade), Paula Cesarino Costa (ombudsman) e Vera Guimarães (repórter especial).

A edição do livro ficou a cargo da Publifolha, sob os cuidados de Luciana Maia e Alcino Leite Neto.

Todo o conteúdo passou por revisão de especialistas e foi discutido com a Direção de Redação da Folha.

 

COMO CONSULTAR

O Manual está dividido em quatro partes


Parte 1

Folha

Traz o texto do Projeto Editorial da Folha, os princípios de seu jornalismo e informações históricas do veículo e do grupo de empresas a que ele pertence.

12 princípios editoriais (detalhados na próxima página)

Foram publicados pela primeira vez em março de 2017 junto ao lançamento do novo Projeto Editorial. No Manual, a Folha reitera seu compromisso com esses princípios sob o pressuposto de que a difusão de informações confiáveis e opiniões qualificadas estimula o exercício da cidadania e contribui para o desenvolvimento das ideias e da sociedade.

Projeto Editorial

Destaca a relevância do jornalismo profissional para manter nítida a distinção entre notícia e falsidade, argumenta que veículos pautados pelo diálogo pluralista fazem contraponto à intolerância que assola as redes sociais e reconhece uma demanda mal atendida por informações proveitosas e inspiradoras, sem prejuízo da prioridade dada a enfoques críticos e à busca do conteúdo exclusivo.

História e estrutura

Relata a história da Folha desde sua primeira edição, em 19 de fevereiro de 1921, e elenca os principais departamentos e funções profissionais do jornal e do Grupo Folha e seus respectivos organogramas.


Parte 2

Atuação jornalística

Reúne as normas de conduta almejadas para os profissionais da Folha e os procedimentos que devem nortear todas as fases da produção jornalística. Nos manuais anteriores, essas orientações se encontravam reunidas em um único tópico. Agora são separadas em dois capítulos diferentes: Conduta e Prática.

Conduta

Guia de atuação e comportamento para garantir o maior patrimônio do jornalismo: a credibilidade. Trata de temas como relação com as fontes, conflitos de interesses, presentes e privilégios, atividades fora da Folha e relação com o leitor. Entre as novidades estão uma lista com os direitos das fontes e um manual sobre o uso de redes sociais.

  • O jornalista não pode oferecer valores ou favores pessoais em troca de informação. Tampouco aceitar valores ou favores pessoais para publicar ou omitir notícia.

São direitos da fonte:

  • Ser tratada com respeito e cortesia;
  • Gravar a conversa com o jornalista;
  • Ser ouvida por outro profissional caso exista obstáculo intransponível na relação com determinado jornalista;
  • Permanecer anônima quando prestar informação off-the-record;
  • Dispor de prazo razoável para responder a questionamentos da reportagem, salvo se a publicação exigir urgência;
  • Ter sua versão dos fatos publicada junto da acusação (outro lado) ou, em caráter excepcional, tão logo seja possível;
  • Conversar com superiores hierárquicos do repórter;
  • Solicitar publicação de erratas;
  • Recorrer ao ombudsman.

Redes sociais

Seção inédita no Manual, trata das balizas éticas que devem guiar os profissionais também no ambiente online, com alertas e orientações sobre o comportamento nas redes sociais.

  • Use o bom senso. Não faça nas redes sociais algo que você não faria num local público.

Algumas orientações:

  • Nas redes, a imagem pessoal tende a se misturar com a profissional. Parcela do público pode pôr em dúvida a isenção de quem manifesta opiniões sobre assuntos direta ou indiretamente associados à sua área de cobertura;
  • Revelar preferências partidárias e futebolísticas ou adotar um lado em controvérsias tende a reduzir a credibilidade do jornalista e da Folha;
  • O conteúdo postado na internet é público, nunca desaparece e pode facilmente ser descontextualizado;
  • O jornalista não deve superestimar a repercussão nas plataformas digitais, tomando-a como a totalidade de público, mas tampouco pode ignorar seu impacto na imagem do jornal e da Redação;
  • Não compartilhe boatos.

Prática

O capítulo reúne os procedimentos preconizados pela Folha para a prática jornalística visando um jornalismo crítico, plural e apartidário, que se propõe a fazer um relato isento e confiável dos acontecimentos. Trata de procedimentos e cuidados na preparação da pauta, na apuração, na redação, na edição da notícia e depois de sua publicação. Orienta, por exemplo, como o jornalista deve proceder ao escrever sobre crimes.

Alguns exemplos de práticas que devem ser observadas para a execução de boa reportagem, segundo o Manual:

  • Consulte fontes Conversas e pesquisas são ferramentas para concepção da pauta, obtenção de um furo e confirmação e aprofundamento de uma notícia.
  • Nunca esqueça o outro lado O outro lado é elemento integrante da apuração, e não mera declaração a ser registrada burocraticamente.
  • Cruze informações Sempre que desconfiar de uma informação, o jornalista deve submetê-la a verificação com fontes independentes.
  • Seja crítico O jornalista deve manter atitude crítica em relação a qualquer fonte de informação.
  • Imagens As imagens devem ser pensadas na concepção da pauta. Fotos, vídeos e infográficos devem cumprir função informativa, além de ajudar a arejar as páginas.
  • Jornalismo não é ciência exata Não existe critério único para definir o que é notícia. A preocupação da Folha com o pluralismo deve se manifestar também na escolha de textos de opinião

Entrevista

Lista procedimentos que ajudam o jornalista a fazer uma boa entrevista, desde a pesquisa sobre o entrevistado e a preparação das perguntas até a condução da conversa.

Enviado especial

Verbete mais completo sobre o jornalista destacado para cobrir fatos fora da cidade ou do país onde trabalha habitualmente, com orientações sobre a preparação para a viagem e a atuação em campo, especialmente em áreas de risco, como procedimentos para conseguir acesso aos locais e medidas de segurança.


Parte 3

Texto

Agrega referências de estilo para aprimorar a escrita, resumo de regras gramaticais para evitar erros mais comuns e os padrões formais adotados pela Folha para assegurar sua identidade.

Estilo

Pela primeira vez, o Manual tem um capítulo inteiramente dedicado a reunir todas recomendações para a obtenção de um bom acabamento nos textos. O relato noticioso deve ser claro, preciso, sintético e objetivo. Mas clareza, precisão, síntese e objetividade não são suficientes. É necessário que a reportagem seja apresentada de forma interessante, fluente e bem organizada que seja, em duas palavras, bem escrita.

Algumas orientações:

Antes de começar a escrever...

  1. Pare por alguns minutos e pense: quais são as informações mais importantes? De que forma podem ser hierarquizadas no texto?;
  2. Verifique se todos os outros lados necessários foram ouvidos;
  3. Cheque a correção de nomes, locais, cargos, datas, horários, cifras, links e dados históricos.

Antes de entregar o texto...

  • Releia e corte palavras repetidas desnecessárias (sobretudo locuções, adjetivos e advérbios e artigos indefinidos);
  • Converta orações longas em curtas;
  • Substitua jargões por palavras que todos entendam;
  • Verifique se o texto deixa no ar perguntas que deveriam ter sido respondidas e se dá como sabidos acontecimentos que o leitor não necessariamente conhece;
  • Observe se estão presentes os três Cs (clareza, coerência e concisão);
  • Avalie sinceramente: você leria o texto e entenderia o conteúdo se não fosse o autor?

Evite clichês

Exemplos:

  • o fantasma da inflação;
  • o recado das urnas;
  • caixinha de surpresas

Língua Portuguesa

Capítulo apresenta verbetes com soluções para alguns problemas gramaticais enfrentados pelos jornalistas, com alertas sobre erros mais comuns no jornal. Tabelas esclarecem as normas do idioma, incluindo instruções a respeito de verbos considerados difíceis por suscitar dúvidas na regência ou na conjugação.

Itens explicados nas tabelas:

  1. Principais normas de acentuação
  2. Artigos definidos
  3. Colocação pronominal
  4. Concordância verbal
  5. Crase
  6. Pronomes demonstrativos este/esse
  7. Gêneros
  8. Hífen
  9. Plural de substantivos compostos
  10. Por que/ Porque/ Porquê
  11. Flexão do infinitivo
  12. Verbos difíceis
    EXEMPLO
    Implicar

    verbo transitivo direto quando significa acarretar, trazer como consequência
    A decisão do presidente implica suspender o projeto. Isso implica a suspensão do projeto. Nesse sentido, não use: implicar em/no/na.

    no sentido de comprometer ou envolver, é transitivo direto e indireto; há uma variante pronominal de valor semântico idêntico.
    O deputado implicou o senador no crime. Implicou-se em negócios fraudulentos.

    quando significa demonstrar antipatia, usa-se a preposição com
    Ele implicou com a vizinha desde o dia da mudança
  13. Vírgula
  14. Expressões parecidas com sentidos diferentes
    EXEMPLO
    "ao encontro de" quer dizer em busca de, no mesmo sentido.
    O pai foi ao encontro do filho que voltava de viagem; As ideias do presidente vão ao encontro da tese do governador (ideias de acordo)
    "de encontro a" quer dizer na iminência de colidir, no sentido oposto.
    O caminhão foi de encontro ao poste; As ideias do presidente vão de encontro à tese do governador (ideias em desacordo)

Padronização

Capítulo lista uma série de convenções formais adotadas pela Folha. A observância desses padrões ajuda a assegurar a identidade do jornal.

Exemplos

Estado

Com maiúscula quando designar conceito político ou o conjunto das instituições que controlam e administram uma nação. Quando for usado para tratar unidade da Federação ou como sinônimo de situação, empregue minúscula.

Identidade de gênero

Gênero com o qual a pessoa se identifica. Usa-se o termo transgênero em relação a uma pessoa que não se identifica com o sexo biológico. Ao escrever sobre transgênero, adote a identidade declarada da pessoa. Não confunda transgênero com orientação sexual. Esta indica por qual gênero uma pessoa se sente sexualmente e/ou amorosamente atraída. Em termos noticiosos, quando pertinente mencionar um desses aspectos, procure respeitar a forma como os indivíduos se classificam em relação a sua identidade de gênero (se trans, transgênero, transexual ou travesti, por exemplo) e sua orientação sexual.


Parte 4

Anexos temáticos

Contém informações básicas sobre as áreas mais presentes no noticiário

  • Ciência e ambiente
  • Economia
  • Educação
  • Matemática e estatística
  • Religiões
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Três Poderes
    • Executivo
    • Legislativo
    • Judiciário
  • Coletânea de Erramos

Princípios editoriais

  1. Confirmar a veracidade de toda notícia antes de publicá-la.
  2. Praticar um jornalismo que ofereça resumo criterioso e atualizado do que acontece de mais relevante em São Paulo, no Brasil e no mundo, com ênfase na obtenção de informações exclusivas.
  3. Priorizar temas que, por afetarem a vida da coletividade ou de parcelas expressivas da população, sejam considerados de interesse público.
  4. Promover os valores do conhecimento, da solução pacífica dos conflitos, da livre-iniciativa, da equalização de oportunidades, da democracia representativa, dos direitos humanos e da evolução dos costumes.
  5. Abordar os assuntos com disposição crítica e sem tabus, no intuito de iluminar problemas, apontar falhas e contradições, questionar as autoridades públicas e os poderes privados, sem prejuízo de buscar conteúdos proveitosos ou inspiradores.
  6. Cultivar a pluralidade, seja ao divulgar um amplo espectro de opiniões, seja ao focalizar mais de um ângulo da notícia, sobretudo quando houver antagonismo entre as partes nela envolvidas; registrar com visibilidade compatível pontos de vista diversos implicados em toda questão controvertida ou inconclusa.
  7. Obrigar-se a ponderar os argumentos da parte acusada e, publicando uma acusação, garantir espaço ao contraditório.
  8. Manter atitude apartidária, desatrelada de governos, oposições, doutrinas, conglomerados econômicos e grupos de pressão.
  9. Preservar o vigor financeiro da empresa como esteio da independência editorial e garantir que a produção jornalística tenha autonomia em relação a interesses de anunciantes; assegurar, na publicação, características que permitam discernir entre conteúdo jornalístico e publicitário.
  10. Estabelecer distinção visível entre material noticioso, mesmo que permeado de interpretação analítica, e opinativo.
  11. Rechaçar censura e outras agressões à liberdade de expressão, reconhecendo, no caso de abuso comprovado dessa liberdade, a responsabilização posterior dos autores, nos termos da lei.
  12. Identificar e corrigir com destaque erros de informação cometidos; publicar manifestações de crítica ao próprio jornal; manter mecanismos transparentes de autocontrole e correção.
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