PGR denuncia Fernando Pimentel sob acusação de caixa dois

É a quarta vez que o governador é denunciado no âmbito da Operação Acrônimo

São Paulo

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República no STJ (Superior Tribunal de Justiça) sob acusação de falsidade ideológica para fins eleitorais por suposta fraude na prestação de contas de campanha em 2014 —o chamado crime de caixa dois.

A PGR acusa Pimentel de omitir o recebimento de R$ 3,2 milhões oriundos de empresas dos grupos JHSF e Gomes de Almeida. Segundo o documento, os recursos tinham como origem doações ocultas e pagamentos de vantagens indevidas negociadas no período em que Pimentel ocupou o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior —entre 2011 e 2014.

É a quarta vez que o governador é denunciado no âmbito da Operação Acrônimo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação.

A denúncia tem como base a delação premiada do empresário Benedito Barbosa da Silva Junior, o Bené, apontado como operador do petista, e que se tornou um dos delatores da operação.

Relator do processo na Corte, o ministro Herman Benjamin quebrou o sigilo do processo nesta terça-feira (22). Também notificou o governador e outros seis acusados para que apresentem defesa prévia até a primeira semana de junho. A denúncia precisa ser aceita pela Corte Especial do STJ para que o processo prossiga.

A defesa do petista diz que a acusação não é "nada demais". "Oferecida a denúncia, cabe ao relator mandar notificar os acusados. Foi só isso que ocorreu. Nada demais. E a defesa não irá antecipar sua resposta. Ela irá para os autos do processo", afirmou o advogado Eugênio Pacelli.

O governador de Minas já havia sido denunciado sob acusação de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, em setembro de 2017. As outras denúncias, oferecidas em maio e novembro de 2016, acusam Pimentel sob a suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter beneficiado, em troca de propina, a montadora Caoa e a Odebrecht quando era ministro.

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