Descrição de chapéu Eleições 2018

França diz que liminar contra ele está errada e que tucanos acham que SP é deles

A gente não comanda 100% de nossos partidos, diz governador sobre racha em palanque

Gabriela Sá Pessoa
São Paulo

Em entrevista a jornalistas entre dois anúncios de programas para a educação, o governador Márcio França (PSB) disse nesta terça-feira (3) que liminar em que a Justiça o proibiu de fazer autopromoção em eventos está errada e que a ação que a originou, movida pelo PSDB, representa um “medinho” dos tucanos de sair do poder em São Paulo. 

Na segunda-feira (2), uma decisão liminar da juíza Alessandra Barrea Laranjeiras vedou França de fazer promoção pessoal, de sua vida política ou de eleições em eventos públicos sob pena de multa de R$ 5 mil por ato. A ação em questão foi movida pelo PSDB, que acusa o governador de supostamente usar um evento com prefeitos em São José do Rio Preto, no dia 5 de maio, para se promover.

“Não posso ser proibido de falar. Sinceramente, é inadmissível”, disse França, que disse ainda não ter sido ouvido no caso. Ele aposta em uma suspensão da liminar, que definiu como precária.

“Não pode é cercear meu direito de falar. Se não, vai ter o primeiro caso no país em que o político o é proibido de falar”, afirmou.

França nega que tenha feito autopromoção ou uso eleitoral do encontro com prefeitos em São José do Rio Preto. Segundo o governador, tratou-se de um evento corriqueiro em que discursou como governador do estado.

“Quando o Bruno Covas fala, ele não está pedindo voto”, disse França. O prefeito paulistano, que substituiu João Doria (PSDB) no cargo, participou do anúncio de programa educacional no Bandeirantes com o pessebista.

França é pré-candidato a reeleição no estado e tem Doria como principal rival. O governador disse que as ações refletem um esforço do PSDB de tirá-lo da disputa: “Muito tucano acha que isso aqui [o governo de São Paulo] é deles. Isso não é deles, é da população de São Paulo”.

A divisão de palanques no estado, para França, cria situação delicada para Alckmin, que deixou o Bandeirantes para tentar disputar a Presidência pelo PSDB.

“Ele implorou para que não acontecesse. Vamos ter que conviver desse jeito, até porque a gente não controla 100% dos nossos partidos”, disse o pessebista.

O PSB tem sinalizado que apoiará Ciro Gomes (PDT) na campanha pelo Planalto, o que contraria a disposição de França de dar palanque para Alckmin em São Paulo.
 

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