Descrição de chapéu Eleições 2018

Candidatos à reeleição saem em desvantagem no segundo turno

Quatro dos sete governadores que tentam renovar mandato ficaram terão que ultrapassar concorrente

José Marques Thiago Amâncio
São Paulo

A maioria dos governadores que passou para o segundo turno nas eleições deste ano terá que superar, em três semanas, um adversário que teve mais votos neste domingo (7). 

A situação se aplica a quatro dos sete candidatos à reeleição que não conseguiram vencer, mas também não foram derrotados, no primeiro turno.

Em São Paulo, Márcio França (PSB) conseguiu uma vitória apertada sobre Paulo Skaf (MDB), que ficou em terceiro lugar, e concorrerá com o ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB). 

A última pesquisa Datafolha apontou que, neste cenário, os dois empatariam com 41% dos votos válidos.

França era vice de Geraldo Alckmin (PSDB) e assumiu o governo em abril deste ano, quando o tucano renunciou para concorrer à presidência da República.

No Amazonas, Amazonino Mendes (PDT) também começou o mandato recentemente, quando foi o mais votado em agosto do ano passado, para suprir o tampão gerado pela cassação do ex-governador José Melo (Pros) e de seu vice, Henrique Oliveira.

Desta vez, ele ficou em segundo lugar numa disputa contra o apresentador de TV Wilson Lima (PSC).

Os dois outros governadores que receberam votação inferior ao primeiro colocado devem completar os quatro anos de mandato. José Ivo Sartori (MDB) tenta quebrar um tabu contra Eduardo Leite (PSDB) no Rio Grande do Sul: o estado nunca reelegeu um governador desde que a possibilidade foi permitida, em 1998.

Já Rodrigo Rollemberg (PSB), do Distrito Federal, terá que reverter uma diferença de quase 30% dos votos válidos em relação a Ibaneis (MDB). O adversário do governador teve 42%, enquanto o pessebista ficou com 14%.

Em três estados, os governadores saíram em vantagem: Amapá (com Waldez Góes, do PDT), Sergipe (Belivaldo Chagas, do PSD) e Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja, do PSDB).

Neste ano, sete governadores já se elegeram no primeiro turno. O número pode chegar a 14 --número que só foi alcançado em 1998, mesmo assim se for levada em conta uma manobra então governador do Tocantins, Siqueira Campos, que renunciou e se candidatou novamente para que familiares pudessem disputar.

Em 2014, 11 governadores foram reeleitos.

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