Descrição de chapéu Lava Jato

Lava Jato tem operações 'no forno' e está longe do fim, diz novo chefe da PF no Paraná

Superintendente tomou posse; expectativa é que 2019 seja como em 2016, quando houve 16 fases

Estelita Hass Carazzai
Curitiba

Prestes a completar cinco anos, a Operação Lava Jato está “longe do fim”, segundo o novo superintendente da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores de Lima.

Em cerimônia de posse nesta segunda (4), o delegado afirmou que “outras operações estão no forno” e que há “boas fases por vir”.

A expectativa, entre os investigadores, é que este ano seja tão movimentado quanto 2016, quando foram realizadas 16 fases. ​

Inquéritos que investigam agentes políticos que não se reelegeram e perderam o foro privilegiado, por exemplo, devem descer à primeira instância –e podem ser alvos de novas operações e denúncias.

Flores atuou na Lava Jato entre 2014 e 2016, e foi responsável pelo interrogatório do ex-presidente Lula durante sua condução coercitiva.

Ele atribuiu à investigação o papel de “passar a limpo a história [do Brasil]”.

“A sensação de impunidade está dando lugar à sensação de punidade”, disse.

O novo superintendente, natural do Rio Grande do Sul, ainda cantarolou uma canção de tradição gaúcha, "Balseiros do rio Uruguai", que fala da cheia do rio e de seu uso para transporte.

"Oba, viva, veio a enchente, o Uruguai transbordou, vai dar serviço para a gente", cantou.

Para ele, a PF e as instituições públicas "estão transbordando de incentivos", e devem aproveitar o momento para mostrar serviço. "É o momento que todos esperávamos. É uma enchente."

O cargo foi transmitido pelo atual diretor-geral da PF, Maurício Leite Valeixo –que não falou com a imprensa. Valeixo trabalhou por 12 anos no Paraná, e foi superintendente no estado por pouco mais de um ano.

Junto com Valeixo, muitos dos membros da força-tarefa original da Lava Jato assumiram posições de comando na PF em Brasília.

O ex-coordenador da Lava Jato, delegado Igor Romário de Paula, é o diretor da Dicor (Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado). O delegado Márcio Anselmo, considerado um dos pais da operação, lidera a coordenação-geral de repressão à corrupção desde o ano passado.

Já o perito Fábio Salvador, que chefiou por anos a perícia da PF no Paraná, assumiu recentemente a Diretoria Técnico-Científica, em Brasília.

Também participam da gestão a delegada Erika Marena, que chefia o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), e o ex-superintendente da PF no Paraná Rosalvo Ferreira Franco, responsável pela secretaria de Operações Policiais Integradas.

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