Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Maia diz que não se intrometerá em 'conflitos de parentes do presidente'

Presidente da Câmara elogiou Bebianno e disse que ministro pode cumprir 'grande papel'

Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não se intrometerá na crise de governo envolvendo o filho do presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Secretaria-Geral, Gustavo ​Bebianno.

"Isso não é problema meu", afirmou Maia, que tem boa relação com o ministro. "Eu não quero me intrometer nos conflitos internos do governo, ou dos parentes do presidente com o ministro, mas eu tenho uma grande admiração pelo Bebianno", disse nesta quarta-feira (13).

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que preferiu não comentar a crise envolvendo o governo
O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que preferiu não comentar a crise envolvendo o governo - Pedro Ladeira - 4.fev.2019/Folhapress

Nesta quarta, Carlos Bolsonaro, filho do presidente, acusou Bebianno de mentir sobre ter conversado com o presidente sobre a revelação de candidaturas laranjas do partido por reportagens da Folha.

Maia afirmou que Bebianno tem "todas as condições de fazer um grande papel na Secretaria-Geral" e que ele cumpriu um "papel importante" para o governo na eleição da Câmara.

"Ele é um cara muito correto, na minha eleição ele cumpriu um papel muito importante deixando claro que não haveria interferência do governo", afirmou. 

Maia é mais próximo de Bebianno do que do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que trabalhou contra sua reeleição. Depois de vencer o pleito, ele aproveitou para agradecer ao ministro da Secretaria-Geral publicamente em entrevista.

No centro da crise estão o presidente atual do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE), e Bebianno, que presidiu o partido no ano passado, inclusive durante o período eleitoral. Bolsonaro quer uma solução rápida para o caso, discutiu com o ministro e o fez cancelar agendas, o que aumentou a pressão entre aliados para que Bebianno deixe o governo.

Nesta quarta (13), a Folha revelou ainda que Bebianno liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada —sem maquinário para impressões em massa.

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