Folha lança vídeo e música em campanha pró-democracia

Filme reúne personalidades da cultura e do jornalismo

São Paulo

“Amarelo/ A cor que já te fez votar/ Agora vai ter que voltar”, diz a música. “Nada pode/ ninguém
vai/ tirar a liberdade/ que é de todos nós.”

Versos como esses embalam o novo filme da Folha em sua campanha a favor da democracia, que teve início em junho deste ano.

Com versões com 30 e 60 segundos, o vídeo incentiva o uso do amarelo como a cor da democracia. É uma referência às Diretas Já, movimento apoiado pela Folha em 1983 e 1984. Àquela altura, o amarelo estava diretamente associado às manifestações por eleições diretas para presidente.

Ao som de “#UseAmarelo”, canção produzida pela Satelite Audio, o vídeo foi lançado no sábado (8) na TV aberta. Haverá exibição nos intervalos de programas como Jornal Nacional, Jornal da Cultura e RedeTV!News.

Nos dias seguintes, o filme será apresentado em outros canais de TV aberta e paga.

A produção reúne personalidades da cultura e do jornalismo do Brasil. Entre os nomes da música, estão Gilberto Gil, Teresa Cristina e Nasi, da banda Ira.

Participam ainda atores, como Fernanda Torres (também colunista da Folha), Maria Fernanda Cândido, Alessandra Negrini, Marcelo Serrado e Luis Lobianco. Outros destaques são o humorista e apresentador Fábio Porchat e o curador Ricardo Ohtake.

Maria Fernanda Cândido ao redor de flores amarelas
A atriz Maria Fernanda Cândido no vídeo da Folha que defende o uso da cor amarela para representar a democracia - Reprodução

O vídeo conta, por fim, com colunistas da Folha, como Djamila Ribeiro, Gabriela Prioli, Luiz Felipe Pondé, Reinaldo Azevedo e Zeca Camargo. Chargistas e quadrinistas, como Laerte e Estela May, e blogueiros, como Denise Mota, aparecem no filme.

Três figuras marcantes da mobilização das Diretas Já também estão presentes na campanha: a cantora Fafá de Belém, o locutor Osmar Santos e o jornalista e colunista do jornal Juca Kfouri.

“A campanha dá voz à grande maioria dos brasileiros que considera a democracia inegociável”, afirma Antonio Manuel Teixeira Mendes, superintendente do Grupo Folha.

“A Folha enfatiza a necessidade de fortalecimento das instituições democráticas em um momento em que há um claro avanço de forças obscurantistas, ainda que francamente minoritárias”, diz Teixeira Mendes.

O vídeo é dirigido por João Wainer, que assina o documentário “Junho - O Mês que Abalou o Brasil”, longa-metragem produzido pela Folha e lançado em 2014.

A equipe da TV Folha também participou da produção e da edição desse novo vídeo da campanha pela democracia.

“Conseguimos trazer para o filme personalidades, que usaram lenços e outros objetos amarelos, e um pouco das questões históricas por meio das imagens das Diretas Já que integram o acervo da própria Folha”, conta Wainer.

“Também convidamos um grupo de atores que dançam com panos amarelos para imprimir às imagens o mesmo ritmo da música, que é frenética. Levamos esses atores para uma gravação no heliporto da Folha, mesmo local de uma fotografia histórica.”

Mostrada no vídeo, a imagem à qual o diretor faz referência é uma reunião de representantes da sociedade civil em abril de 1984, em apoio às Diretas Já.

A campanha da Folha pela democracia já teve outras iniciativas, como o lançamento de um vídeo baseado numa imagem célebre do fotógrafo Evandro Teixeira.

O jornal publicou ainda o projeto especial “O que Foi a Ditadura”, que disseca o período autoritário que se estendeu de 1964 a 1985.

A Folha também lançou um curso online de quatro aulas, ministradas pelo jornalista e escritor Oscar Pilagallo.

Um dos principais objetivos do curso era mostrar aos mais jovens os horrores e arbitrariedades do regime ditatorial, já que muitos não eram nascidos quando houve o processo de redemocratização.

A adesão desse público foi grande —47% dos 70 mil usuários inscritos tinham até 37 anos. Somando os quatro módulos, o curso alcançou a marca de 200 mil exibições.

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