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Rede faz ato em apoio a Lula, mas libera voto em Ciro Gomes

Em Brasília, petista participará também de congresso do PSB

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Brasília

Dirigentes e parlamentares da Rede Sustentabilidade farão ato nesta quinta-feira (28) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em apoio ao petista, em Brasília. As ex-petistas Heloísa Helena e Marina Silva não têm previsão de participar do encontro.

O partido elaborou uma resolução em que libera o voto de filiados em Lula ou Ciro Gomes (PDT) e proíbe o apoio a Jair Bolsonaro (PL), embora não o mencione no documento.

"Proibição de apoio em qualquer nível eleitoral às forças políticas conservadoras, fascistas, de extrema direita, corruptas e patrimonialistas de conteúdo antivida e antidemocráticas", diz a resolução.

A decisão do partido de liberar os filiados a escolherem Ciro ou Lula tem como objetivo contemplar uma ala da legenda que rejeita o petista.

O ex-presidente Lula em encontro com jovens da comunidade de Heliópolis (SP) - Bruno Santos-21.abr.22/Folhapress

A ex-senadora Heloísa Helena, por exemplo, já disse que gostaria de apoiar o pedetista. Em entrevista ao UOL, ela chegou a afirmar que não há "força humana" que a obrigue respaldar Lula.

Já Marina é alvo de uma ofensiva de petistas que ainda querem que ela reate com o ex-presidente. Mais que isso: há uma ala do PT que sonha em ver a ex-senadora e ministra do Meio Ambiente de Lula na campanha de Fernando Haddad (PT-SP), pré-candidato ao governo paulista.

Dirigentes da Rede, porém, dizem ainda não saber como Marina se posicionará na eleição presidencial e querem que ela saia candidata a deputada por São Paulo.

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva - Reprodução-1.mai.20/TV Folha

A ex-senadora tem mágoas do PT em razão do pleito de 2014, quando se candidatou à Presidência e foi fortemente atacada pela campanha de Dilma Rousseff (PT). Ela deixou o PT em 2009.

Já Helena foi eleita senadora pelo PT em 1998 e, em 2003, foi expulsa da sigla por divergir de orientações da legenda e votar contra projetos de interesse do partido.

Um dos principais articuladores do apoio a Lula, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que participará da campanha do petista, diz que dois terços da executiva da Rede votou a favor do apoio ao petista.

Segundo ele, é minoritária a ala da Rede que não deseja caminhar com o ex-presidente. "A maioria apoia o Lula, mas foi chancelado o trecho da resolução para aqueles que querem apoiar o Ciro", diz.

De acordo com o senador, o ato desta quinta com Lula deve ter a presença de cerca de 50 integrantes da Rede, entre os quais os dois deputados do partido, dirigentes de outros estados e o candidato ao governo do Amapá, Lucas Abrahão.

A Rede formará uma federação com o PSOL, que terá um encontro no sábado (30) em São Paulo, no qual deverá ser deliberado o apoio a Lula.

Uma vez tomada a decisão do PSOL, a tendência é a federação de partidos respaldar a campanha petista, mas com a liberação dos filiados da Rede.

Lula participará nesta quinta de um congresso do PSB, partido ao qual é filiado Geraldo Alckmin, cuja indicação para ser candidato a vice do petista foi aprovada por ambos os dois partidos.

Nesta quarta (27), o ex-presidente teve uma série de reuniões com petistas no hotel onde está hospedado na capital federal.

Lula almoçou com governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT) e encontrou-se com membros do grupo que debate os palanques estaduais do PT.

Segundo deputados que conversaram com o petista, foi discutida a indicação da deputada estadual Teresa Leitão (PT-PE) para ser candidata ao Senado na chapa que será encabeçada pelo deputado Danilo Cabral (PSB-PE), pré-candidato ao governo.

Há uma ala que defende a indicação do deputado André de Paula (PSD-PE) para disputar o Senado na tentativa de atrair o PSD à chapa de Lula, mas não há consenso entre dirigentes a esse respeito.

Membro do grupo de estudos eleitorais do PT, o deputado José Guimarães (PT-CE), disse que a questão de Pernambuco está sendo discutida com Cabral e com o partido no estado, mas não há martelo partido.

Lula também reuniu-se nesta quarta com o pré-candidato do partido ao governo do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto e tinha previsto um jantar com parlamentares do petista.

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