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Réplica de Paris na China confunde até franceses

Série fotográfica justapõe símbolos da cidade-luz com seus duplos asiáticos

Fonte do Observatório nos jardins de Versalhes, na França, e sua réplica em Tianducheng, no subúrbio de Hangzhou, leste da China

Fonte do Observatório nos jardins de Versalhes, na França, e sua réplica em Tianducheng, no subúrbio de Hangzhou, leste da China François Prost

Clara Balbi
São Paulo

Uma cópia de Paris na China. Assim é o bairro de Tianducheng, localizado no subúrbio da cidade de Hangzhou, no leste do país.

O local faz parte de uma recente, mas frutífera tradição chinesa chamada de "duplitetura", que inclui ainda réplicas de Londres e de muitos outros marcos ocidentais.

Morador de Paris há 12 anos, o fotógrafo e designer francês François Prost, 38, achou que tinha enlouquecido ao desembarcar em Hangzhou.

"Só me acalmei quando percebi que, apesar das fachadas, os restaurantes serviam comida chinesa", diz.

Ele passou cinco dias fotografando o bairro de Tianducheng, que abriga uma torre Eiffel de 108 metros (a original tem 324), uma réplica dos jardins de Versalhes, e prédios inspirados na arquitetura parisiense. 

Depois, de volta a Paris, foi à procura de seus originais equivalentes. O resultado é a série "Síndrome de Paris", que justapõe imagens dos dois locais​.

O trabalho foi exibido até novembro na galeria da capital francesa Superette, na individual "Photostories".

Agora, Prost planeja fazer o mesmo com Veneza, cuja versão falsa, também em Hangzhou, ele já fotografou.

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