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Em Moscou, vá um pouco além de 'salada russa' e estrogonofe

Na cidade, o primeiro prato chama-se Olivier, e o segundo não vem com arroz; prove comidinhas e Coca-Cola genérica

Moscou

Mundo afora, salada russa é uma mistura de legumes, ovo e presunto coberta por maionese. Na Rússia, o prato de fato existe, mas é conhecido como salada Olivier. 

O estrogonofe também tem um twist: não leva tomate e não é servido com arroz. As tiras de carne e de cogumelos (não o champignon de Paris, mas um tipo escuro, cor de carne) são cozidas em smetana, um tipo de creme de leite azedo muito utilizado na culinária local.

O resultado é um molho escuro, bem denso. O estrogonofe russo é, então, acompanhado por purê de batatas e, às vezes, batata palha.

 

A própria smetana é o molho em alguns pratos: o pelmeni, massa recheada que lembra um capeletti, é servido ou coberto por um pouco desse creme, ou com o caldo do cozimento, como uma sopa.
Outra especialidade do país é o blini, panqueca fina parecida em gosto e aparência com o crepe francês. Há redes de fast food dedicadas ao prato.

A massa é levemente adocicada e pode ser consumida com recheios salgados e doces. Ou às vezes nem recheio: você pode dobrar seu blini em quatro e mergulhá-lo no mel. A única exigência é que se coma o prato com as mãos.

Encontra-se também na Rússia restaurantes de comida típica da vizinha Geórgia. Vale a pena experimentar o khachapuri e os khinkalis. 

O primeiro lembra, em aparência, uma esfiha aberta oval, com um ovo de gema mole no meio. Na verdade, a massa é um híbrido entre pão e pizza: você retira com as mãos pedacinhos dela e molha no recheio de queijo com ovo.

Com os khinkalis se faz ainda mais sujeira: são trouxinhas de massa mole, recheadas com carne e bastante caldo. No restaurante Pirosmani, há nas mesas instruções de como comer os khinkalis: pegá-los com as mãos, morder e sorver o caldo quente, para depois comer o bolinho.

Como eles são moles e grandes —você faz o pedido por número de bolinhos, não há porção de tamanho definido—, pegá-los já é um desafio em si. Mordê-los sem deixar o caldo cair no prato e fazer é dificílimo de primeira (crianças locais, por outro lado, o fazem com desenvoltura). 

Para a sobremesa, há bolos de todos os tipos. Uma boa opção é o medovik, à base de mel, com camadas finas de um bolo esponjosos intercaladas por um creme, que também leva smetana, o que ajuda a equilibrar o sabor doce.

Há outras bebidas típicas  além da vodka. A gazirovka é uma alternativa soviética ao refrigerante: na época, como não havia Coca-Cola, eles misturavam xaropes diferentes à água com gás. 

Havia pelas ruas máquinas de gazirovka com um copo de vidro comunal: inseria-se a moeda, escolhia-se o sabor (de estragão a frutas cítricas) e o copo era enchido. Ao final, o recipiente era deixado ali mesmo. No restaurante Dr. Zhivago ainda há uma máquina dessas —é possível se servir de graça.
 

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