Descrição de chapéu Coronavírus

Fernando de Noronha reabre só para turistas que já tiveram Covid-19

Nova regra começa a valer na terça (1º), mas relatos de reinfecção colocam em dúvida a duração da imunidade ao vírus

Gram Slattery
Rio de Janeiro e São Paulo | Reuters

O arquipélago de Fernando de Noronha decidiu apostar em uma nova estratégia para combater o coronavírus: somente turistas que já tiveram Covid-19 e se recuperaram terão permissão para entrar no local famoso pela abundante vida marinha e praias paradisíacas.

A decisão do arquipélago, que depende economicamente do turismo e tem cerca de 3.100 residentes permanentes, reflete as formas peculiares com que autoridades estão tentando retornar à normalidade, enquanto os novos casos de Covid-19 e as mortes se estabilizam em muitas partes do mundo.

Há um debate significativo sobre o nível e a duração da imunidade que os pacientes com coronavírus desenvolvem após uma primeira infecção. Há casos relatados de reinfecção, inclusive no Brasil. No entanto, esses casos são relativamente raros.

As novas regras entram em vigor em 1º de setembro. Por enquanto, turistas não são permitidos nas ilhas.

“Não há transmissão comunitária na ilha há um bom tempo. E nós assim precisamos manter”, disse André Longo, secretário de Saúde do Estado de Pernambuco. “É óbvio que esse passo que vai ser dado busca a segurança e reativação das atividades econômicas no arquipélago”. ​

O turista terá duas opções para comprovar que já teve a doença: apresentar um exame sorológico, do tipo IgG, com resultado positivo e feito a menos de 90 dias da data de embarque para a ilha, ou apresentar um teste RT-PCR positivo, com mais de 20 dias da data da viagem. Testes rápidos não serão aceitos.

Os documentos precisam ser anexados ao pagamento da Taxa de Preservação Ambiental de Noronha, o que deve ser feito pelo site sounoronha.com, em até 72 horas antes do embarque.

Fernando de Noronha registrou até o momento 93 casos confirmados do vírus e nenhuma morte. O arquipélago proibiu o turismo a partir de março, e por um período de abril a junho, mesmo os residentes que estavam no continente não foram autorizados a retornar.

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