Conflito em terra indígena
PF prende líder de agricultores dentro de terra indígena de Roraima
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Convivi em pelotões de fronteira do Exército durante quatro anos, como farmacêutico convocado para o serviço militar. Nestas condições pude conhecer quatro pelotões de fronteira na cidade de São Gabriel da Cachoeira. O que me pareceu foi a presença do Estado unicamente pelo exército e, convenhamos, com a verba miserável que o exército recebe da União não se pode fazer absolutamente nada. Isso digo com propriedade de profissional de saúde que vivenciou a situação após a faculdade. Atendíamos os indígenas com o que podíamos, embora estivessemos lá para atender somente os militares. O exército não recebe verba para promover a saúde dos não militares, para isso existe o SUS e essa verba é repassada pela União, principalmente, às prefeituras, como é o caso de São Gabriel, entretanto eramos nós, militares na ocasião, que recebíamos ordem dos comandantes para usar dos parcos recursos de saúde que o exército dispõe para atendermos indígenas pois não havia prefeitura nestas regiões. Além disso, vi morreram indígenas porque não havia ambulância, barcos ou aviões para atendê-los e transportá-los. Ora, não posso negar que existem ongs de saúde por lá também e que tentam fazer o que o Estado deveria estar fazendo. Vejamos outro exemplo nesta mesma cidade: o único hospital da cidade não possui médicos civis, todos os médicos, dentistas, farmacêuticos etc são militares que atendem aos civis. Cadê a prefeitura com a verba do SUS? Cadê os médicos concursados?
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Brasil para os Brasileiros!!!
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1. Muitas décadas atrás, foram os indígenas de Roraima que ajudaram a proteger a fronteira do Brasil contra riscos de invasões estrangeiras, inclusive da Inglaterra. E numa época em que mal estava começando as atuações do Marechal Rondon (basta ler livros de história).
2. São os ashaninka, no Acre, que protegem as fronteiras do Brasil de madeireiros peruanos.
3. São os povos indígenas do Vale do Javari, afluente do rio Solimões, que protegem as fronteiras do Brasil dos ataques de peruanos e colombianos atrás de madeira brasileira.
4. Não existe nenhum movimento separatista vindo de povos indígenas. Ah sim, na Bolívia, um movimento divisionista vindo de não-indigenas, que querem separar Santa Cruz de La Sierra do restante do país.
5. Quem for a São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro (Amazonas) vai se deparar com esta situação: bases militares construídas sempre ATRÁS das aldeias indígenas. E, como têm o direito de "escolher" a terra para se instalar, as bases militares escolhem as melhores áreas, onde têm mais condições de caça e pesca.
MANAUS-AMAZONAS
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