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18/08/2008 - 12h36

Veja a biografia de Chuck Hagel, um dos prováveis candidatos a vice de Obama

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Colaboração para a Folha Online

Mesmo republicano, o senador por Nebraska Charles Timothy Hagel é uma das apostas para vice-presidente democrata. Crítico da administração de George W. Bush, ele traria um forte contraponto às críticas republicanas à candidatura do democrata Barack Obama.

Em seu segundo mandato, Chuck Hagel, como é conhecido, anunciou que não vai se candidatar para a reeleição ao Senado --o que deixa brechas para um cargo na chapa democrata ou em um possível mandato de Obama. Ele pensou em concorrer à Presidência nas primárias republicanas deste ano, mas desistiu.

Nascido em North Platte, Nebraska, em 4 de outubro de 1946, Hagel é veterano da Guerra do Vietnã (como o republicano John McCain) e recebeu diversas condecorações.

Staff Sgt. Lorie Jewell/AP
Texto: In this photo released by the U.S. Army, Sen. Chuck Hagel, R-Neb., and Democratic presidential candidate Barack Obama, D-Ill., right, listen as Gen. David H. Petraeus reviews operations in Iraq with a Congressional Delegation, Monday, July 21, 2008, in Baghdad. (AP Photo/U.S. Army, Staff Sgt. Lorie Jewell)
O republicano Chuck Hagel é uma das apostas para Barack Obama

Ao retornar da guerra, trabalhou como barman e locutor de rádio enquanto fazia faculdade. Atualmente, é apresentador de talk shows em rádios estaduais. Formado em Rádio e Televisão pela Universidade de Nebraska, foi para Washington em 1971 trabalhar como assistente do congressista John McCollister.

Hagel construiu carreira como lobista em Washington. Trabalhou para a empresa de pneus Firestone e ajudou a organizar a campanha vitoriosa de Ronald Reagan à Presidência em 1980. Foi vice-administrador da Administração de Veteranos de Guerra, tendo renunciado ao cargo após divergências com o administrador.

Em 1984, começou uma bem-sucedida carreira empresarial ao fundar a companhia de telefonia móvel Vanguard Cellular. Milionário, foi presidente e conselheiro de diversas entidades, como a Organização United Services, a sede americana da Cruz Vermelha e o Instituto de Assuntos Mundiais Eisenhower. Foi diretor operacional do encontro do G7 em 1990 e é membro do Conselho de Relações Internacionais.

Em 1992, deixou Washington e voltou ao Nebraska, onde foi presidente de um banco de investimentos e de uma empresa fabricante de urnas eletrônicas. Em 1996, quando venceu a eleição para o Senado, Hagel ainda era presidente da empresa, que computava 80% dos votos no Estado --fato que causou controvérsia à época.

Na eleição, ele concorreu com o então governador do Estado, Ben Nelson e, considerado azarão, venceu com 56% dos votos. Foi reeleito em 2002 com expressivos 83% dos votos.

No Senado, Hagel foi presidente do Grupo de Observação em Mudanças Climáticas e é membro de quatro comitês, entre eles o de Política Externa e de Inteligência. Votou a favor da invasão do Iraque, mas desde então tem sido crítico da ação militar americana no Oriente Médio, tendo comparado a Guerra do Iraque com a do Vietnã.

Chegou a afirmar que a administração Bush "é a pior em capacidade, em política, em consenso, em quase todas as áreas", uma postura que favoreceria a tática de Obama de comparar McCain a um terceiro mandato de Bush.

Hagel tem o hábito de aparecer fantasiado no Senado nos dias de Halloween. Já foi ao trabalho com fantasias de John Kerry, Colin Powell e Joe Biden, outra das apostas para vice de Obama.

Em setembro de 2007, ele anunciou a aposentadoria ao final do seu mandato em 2009. Seu nome tem sido apontado também como provável Secretário de Defesa em um eventual governo de Barack Obama.

Ele já afirmou que, se convidado a vice, consideraria a proposta.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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