Mundo
03/07/2009 - 12h15

Bomba explode em restaurante na capital de Honduras

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da Efe, em Tegucigalpa

Uma bomba explodiu em um restaurante fast food em frente ao aeroporto da capital de HOnduras, Tegucigalpa, na noite desta quinta-feira, em pleno toque de recolher decretado pelo presidente interino, Roberto Micheletti, declarado para tentar conter protestos pela restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya.

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Segundo informou a polícia, a explosão causou apenas danos materiais no local, que fica a apenas cem metros da entrada sul do Aeroporto Internacional de Toncontín, em Tegucigalpa.

A polícia informou ainda que dois veículos, que já foram identificados, participaram do ataque às 22h30 desta quinta-feira.

Os agentes investigam ainda a origem de ao menos sete disparos realizados na noite desta quinta-feira, durante a vigência do toque de recolher, válido das 22h às 5h. Os tiros foram próximos ao Ministério Público, que está situado em uma zona residencial, a cerca de 80 metros.

O artefato que explodiu na frente do aeroporto quebrou as janelas do restaurante de uma rede americana de fast food e outro de comida chinesa, separados por uma rua.

Um vizinho afirmou à agência Efe que estava vendo televisão com sua família quando a bomba explodiu. "A casa tremeu, todos ficamos assustados. Os vizinhos gritavam, acreditávamos que era um atentado contra o aeroporto", disse.

Golpe

Zelaya foi derrubado do poder neste domingo (28) em um golpe orquestrado pela Justiça e pelo Congresso e executado por militares, que o expulsaram para a Costa Rica. O golpe foi realizado horas antes do início de uma consulta popular sobre uma reforma na Constituição que tinha sido declarada ilegal pelo Parlamento e pela Corte Suprema.

"Fui retirado da minha casa de forma brutal, sequestrado por soldados encapuzados que me apontavam rifles", contou o presidente deposto, após chegar ao exílio na Nicarágua.

"Diziam: "se não soltar o celular, atiramos". Todos apontando para minha cara e o meu peito. [...] Em forma muito audaz eu lhes disse: 'se vocês vêm com ordem de disparar, disparem, não tenho problema de receber, dos soldados da minha pátria, uma ofensa a mais ao povo, porque o que estão fazendo é ofender o povo"."

De acordo com os parlamentares hondurenhos, a deposição de Zelaya foi aprovada por suas "repetidas violações da Constituição e da lei" e por "seu desrespeito às ordens e decisões das instituições". Segundo os seus críticos, com a consulta, Zelaya pretendia instaurar a reeleição presidencial no país. As próximas eleições gerais serão em 29 de novembro.

Depois da saída de Zelaya do país, no Congresso de Honduras, um funcionário leu uma carta com a suposta renúncia, o que ele nega. Zelaya diz ter sido alvo de "complô da elite voraz"; e seu sucessor, Micheletti, diz que o golpe foi um "processo absolutamente legal".

Comentários dos leitores
José Vitor (58) 05/12/2009 10h58
José Vitor (58) 05/12/2009 10h58
Paulo Franca: "despresando" ???
Não é de admirar, quando gente ignorante fala sobre o que não entende, só fala bobagem mesmo...
sem opinião
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joão nascimento (239) 05/12/2009 07h06
joão nascimento (239) 05/12/2009 07h06
PARA QUEM QUER SER PRESIDENTA E MELHOR MUDAR O DISCURSO,MAS SE ELEITA ELEIÇÃO SAI FORA DO DICIONARIO DE DILMA A PALAVRA ELEIÇÃO O NEGOCIO DO PT E A DITADURA 1 opinião
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Paulo Franca (2) 05/12/2009 00h45
Paulo Franca (2) 05/12/2009 00h45
Oh, Brasil! Mude mesmo. Um pequeno grande país chamado Honduras deu uma grande lição aos sul-americanos. Fizeram cumprir a Constituição que o presidente estava despresando. Isso é maravilhoso. Justiça se faz de duas formas: 1) absolvendo; 2) condenando. 1 opinião
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