Gestão Covas quer criar regras para entregas por aplicativo

Participação de entregadores entre os motociclistas vítimas do trânsito dobrou em 2018

São Paulo

A Prefeitura de São Paulo pretende regular a atuação de motociclistas entregadores de comidas e outros itens agenciados por aplicativos, tais como Rappi, Uber Eats e iFood. 

A medida, segundo a gestão Bruno Covas (PSDB), é para diminuir a incidência de acidentes entre esses condutores. O anúncio foi feito após um ano de 2018 em que a prefeitura não conseguiu reduzir o número de mortes no trânsito, uma das metas da gestão. 

Segundo dados da prefeitura, em 2018, os motociclistas tiveram forte alta na participação das mortes no trânsito da cidade. Especificamente, segundo a gestão Covas, a participação de vítimas que eram entregadores dobrou entre 2017 e 2018 [eram 9% de entregadores entre as vítimas motociclistas, em 2018 foram 16%].

Motoboys entregam marmitas no aeroporto de Congonhas (SP)
Motoboys entregam marmitas no aeroporto de Congonhas (SP) - Diego Padgurschi/Folhapress

“O principal problema que a gente identificou foi o aumento do número de mortes com motos. Em especial, identificamos também um problema com os aplicativos de entrega na cidade de São Paulo. Estamos tratando de uma regulação para que a gente não tenha mais o dumping social e incentivando que o motociclista desrespeite a lei de trânsito”, disse Bruno Covas. 

Uma lei federal proíbe que o motociclista seja remunerado pelo número de entregas, segundo Covas, a prefeitura estuda a aplicação desta legislação na cidade de São Paulo, uma vez que alguns aplicativos de entrega funcionam sob essa lógica. 

A mortalidade de motociclistas é um problema nacional. Em 2016, 32% das 37 mil mortes no trânsito no país eram de motociclistas. 

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