Descrição de chapéu Enem

Na porta do Enem, estudantes fazem até bordado para controlar ansiedade

No segundo dia de prova, candidatos vão responder questões sobre matemática e ciências da natureza

Estudantes esperam início do segundo dia de provas do Enem, em universidade da zona oeste de SP - Taba Benedicto/Folhapress
Anna Satie Guilherme Botacini
São Paulo e Campinas

Estudantes que vão fazer a segunda etapa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) tentam driblar a ansiedade enquanto esperam o início da prova, às 13h.

Em Campinas, Marina Veronezzi, 18, bordava um personagem do desenho Steven Universe enquanto esperava a abertura dos portões na UNIP  Swift, um dos locais de prova da cidade.

Segundo ela, seu cursinho deu até aulas de meditação para acalmar os alunos, o que a ajudou. Ela não sabe o que esperar da prova deste domingo (11).

No segundo dia de Enem, os candidatos terão até cinco horas e meia para responder questões sobre matemática e ciências da natureza (física, biologia e química) —meia hora a menos do que no primeiro dia do exame, no domingo passado.

O primeiro dia de avaliação coincidiu com o início do horário de verão e deixou os estudantes apreensivos —alguns chegaram até três horas antes do início da prova. 

Vitor Eduardo, 18, que faz prova na Uninove Barra Funda, em São Paulo, conta que o nervosismo em relação ao horário é menor neste domingo.

"A gente já acostumou com o horário novo, eu até prefiro". Ele chegou às 11h aos portões, uma hora antes da abertura. 

Ele espera encontrar uma prova mais trabalhosa do que a da semana anterior. "Exatas ou você sabe ou você não sabe", diz. 

Vitor não é o único inseguro com a prova de exatas. 

Arisla Lizzi, 19, chegou às 10h45 na Unip Swift, em Campinas. A estudante presta a prova pela terceira vez e quer cursar veterinária. Para ela, hoje é o dia mais difícil. "É complicado. Temos que relembrar fórmulas e outros conteúdos difíceis."

Leonardo Mecchi, 19, também prevê dificuldades. "Sou de humanas, né?", diz. Ele quer cursar direito em Lisboa. Sua mãe já mudou para Portugal a trabalho e Leonardo viu uma oportunidade para migrar. "O Brasil está complicado, então resolvi cursar por lá."

Para Ana Paula Souza, 24, a prova deste domingo deve ser mais fácil. "Na semana passada tinha a redação. Fiquei tensa porque não consegui me organizar para escrever e responder as questões. A hora passava muito rápido", diz.

De acordo com o Inep, 4,1 milhões de alunos compareceram ao primeiro dia da prova. Foi o menor percentual de ausentes desde 2009: 24,9% dos 5,5 milhões de inscritos.

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