Descrição de chapéu Coronavírus

Volta às aulas em SP começará pela educação infantil e terá rodízio de aluno

Previsão é de que atividades presenciais sejam retomadas gradualmente a partir de julho

São Paulo

A volta às aulas nas escolas do estado de São Paulo terá início primeiro para as crianças da educação infantil (de 0 a 5 anos) e com a implementação de um rodízio de alunos para que seja garantida uma distância mínima de segurança entre eles. O retorno para o ensino fundamental e médio está previsto apenas para julho.

O plano de reabertura das escolas foi apresentado nesta sexta-feira, 24, pelo governador João Doria (PSDB), que já havia anunciado estratégias para a retomada das atividades em outros setores. Assim como nas demais áreas, o planejamento prevê um retorno gradual do funcionamento dos colégios das redes públicas e privada do estado.

O secretário de Educação, Rossieli Soares, informou que as aulas serão retomadas inicialmente no ensino infantil apenas para filhos de pais que precisam retornar ao trabalho e comprovem não ter com quem deixá-los. Não foi informado quando terá início a abertura dessa forma. Segundo ele, a liberação das atividades nessa etapa será regional, ou seja, em áreas do estado com menor incidência de casos de coronavírus.

“Quando e onde começam as liberações ainda vai depender da autorização do Centro de Contingência do Coronavírus. Essa primeira liberação será exclusivamente para mães trabalhadoras, para famílias que comprovadamente não têm com quem deixar seus filhos”, explicou o secretário.

A retomada das aulas para os alunos do ensino fundamental e médio, no entanto, está prevista apenas para julho. A volta das atividades presenciais para essas etapas será feita com a redução do número de estudantes por turma, com a adoção de um sistema de rodízio para que os estudantes mantenham uma distância segura.

“Não retornaremos com todos os estudantes na escola em um mesmo dia. Em uma sala de 35 alunos, por exemplo, não é possível manter uma distância de 1,5 metro entre eles. Então, vamos retomar com um dia de aula para uma parte da turma e o outro dia para os demais. Nesse período, continuamos com as aulas remotas”, explicou.

O plano para a volta das atividades presenciais foi elaborado em conjunto com os secretários de Educação dos municípios paulistas, com as universidades estaduais e sindicatos de escolas particulares. As regras para a retomada das aulas valem para todos os colégios do estado.

Soares afirmou que o plano foi elaborado observando o que outros países têm feito para voltar com as aulas presenciais.

Vestibulares

O secretário não descartou a possibilidade de alteração na datas de realização das provas da primeira fase dos vestibulares das três universidades paulistas, USP, Unicamp e Unesp. “Se for necessário, dependendo do que acontecer nos próximos meses, vamos trabalhar com uma eventual alteração se houver necessidade”, disse.

Segundo ele, as instituições já alteraram o calendário previsto inicialmente para adiar o prazo de inscrição dos estudantes.

“Nossa primeira preocupação não é com a aplicação, mas com o direito dos estudantes de realizarem as inscrições [ao vestibular]. As universidades já adpataram seus calendários para que as inscrições fossem mais tardias e evitar que acontecesse esse primeiro grande prejuízo aos estudantes, já que é na escola estadual onde a maioria faz esse processo”, disse.

Soares criticou o cronograma estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que manteve o prazo de inscrição até 22 de maio. “A escola é quem ajuda o aluno a fazer inscrição e essa é nossa principal crítica em relação ao Enem nesse momento”, disse.

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