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Três bancos destinam R$ 50 milhões para aquisição de máscaras na pandemia

Em parceria inédita, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander se unem para bancar produção, a ser feita por microempreendedoras

São Paulo

Os três maiores bancos privados do país, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander, se uniram para ajudar as autoridades de saúde no combate ao novo coronavírus. As instituições vão doar R$ 50 milhões para a compra de aproximadamente 15 milhões de máscaras, que serão produzidas por microempreendedoras.

“O momento pede medidas urgentes e a colaboração de todos. O esforço conjunto do setor bancário potencializa iniciativas como esta, que ajudam a amenizar os efeitos sociais da pandemia, e na construção de redes de solidariedade, diz Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco.

Enfermeira com trajes de prevenção (máscara, luvas, viseira transparente) mede temperatura de homem dentro de um carro
Enfermeira tira temperatura e oxigenação de paciente durante triagem via drive-thru, em Guarulhos (SP) - Amanda Perobelli/REUTERS

Os R$ 50 milhões serão divididos igualmente pelos três bancos –R$ 16,5 milhões para cada um. No caso do Itaú Unibanco, é um valor à parte dos R$ 150 milhões que o banco já disponibilizou, via instituto e fundação, para a luta contra o Covid-19.

Confeccionadas em tecido, as máscaras serão doadas às Secretarias Estaduais de Saúde e também a comunidades vulneráveis.

O caminho que os milhões vão percorrer até se transformarem em máscaras ainda está sendo traçado. Segundo a assessoria de imprensa do Itaú, os detalhes da ação foram discutidos por representantes dos três bancos em uma reunião na tarde desta sexta-feira (3) e serão anunciados nos próximos dias.

Segundo estudos médicos recentes e orientação do próprio Ministério da Saúde, o uso das máscaras de proteção, mesmo por quem não está infectado – e especialmente pelos que não sabem que estão e ainda não apresentam sintomas – é medida importante para reduzir os níveis de contaminação no contato social.

Com esta iniciativa, realizada em parceria com o Instituto BEI, as instituições se dispõem, mais uma vez, não apenas a ajudar a conter a disseminação do vírus, mas também a apoiar os negócios de pequenas empreendedoras, investindo em sua capacidade produtiva e garantindo a compra da produção.

“Esta contribuição pretende ajudar aos que estão na linha de frente do combate ao coronavírus e as pessoas que vivem em comunidades vulneráveis. Trata-se de reduzir carências e dar condições dignas às pessoas e aos que estão lutando para salvar as vidas dos atingidos por essa pandemia", afirma o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr.

Segundo ele, parece um grão de areia diante do enorme desafio. "Mas, somada a essa onda de solidariedade em todos os níveis e setores que estamos vendo na sociedade brasileira, torna-se uma força inspiradora para vencer essa luta.”

O presidente do Santander, Sérgio Rial, destacou a ação coletiva. “Desta vez, unimos nossos esforços em uma iniciativa que nos permite atuar em duas frentes distintas, mas complementares, direcionando o potencial empreendedor brasileiro para a produção de equipamentos que minimizam o risco de contágio pelo novo coronavírus."

Segundo Rial, a ideia é seguir no compromisso de apoiar a sociedade em todas as formas possíveis. "Tanto com soluções de negócios quanto no reforço à capacidade de enfrentar os impactos da pandemia em nosso País.”

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