'É o Oscar do empreendedorismo social no Brasil', diz vencedor do Prêmio Empreendedor Social

Bate-papo online respondeu dúvidas de participantes da edição especial da premiação realizada pela Folha com a Fundação Schwab

São Paulo

Em parceria com a plataforma Prosas, o Prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19 realizou nesta quinta-feira (27) um bate-papo ao vivo para tirar as dúvidas dos empreendedores interessados em se inscrever no concurso.

Participaram da conversa a editora do Empreendedor Social e colunista da Folha Eliane Trindade, o cofundador da Editora Mol e vencedor do Prêmio Empreendedor Social 2018 Rodrigo Pipponzi e, como mediador, Bruno Barroso, sócio-fundador do Prosas.

Interessados podem assistir ao bate-papo na íntegra pelo canal do YouTube do Prosas.

O objetivo do Prêmio, que acontece anualmente há 15 anos, é conectar os empreendedores sociais ao Fórum Econômico Mundial e à esfera privada, impulsionando esse ecossistema.

Foi o que aconteceu com Rodrigo Pipponzi, que após levar o troféu da categoria principal do prêmio e da enquete Escollha do Leitor em 2018, foi reconhecido junto à sua sócia Roberta Faria como líder em inovação social pela Fundação Schwab, braço social do Fórum Econômico Mundial.

Rodrigo Pipponzi e Roberta Faria (centro), brasileiros premiados pela Fundação Schwab, presidida por Hilde Schwab (de azul)
Rodrigo Pipponzi e Roberta Faria (centro), brasileiros premiados pela Fundação Schwab, presidida por Hilde Schwab (de azul) - Fórum Econômico Mundial

“O Prêmio é o Oscar do empreendedorismo social no Brasil”, brinca Pipponzi. “É um concurso que tem muita visibilidade e de fato te coloca num lugar que até então não estávamos”, afirma.

O cofundador da Mol também defende a escolha do concurso de premiar pessoas antes de iniciativas. “É interessante que eles dão os prêmios para as pessoas e não para a iniciativa, porque nós, empreendedores sociais, temos a possibilidade de mergulhar em diversos projetos”, diz.

“Um dos grandes legados do Prêmio para mim foi isso: perceber que eu era um empreendedor social e poderia trabalhar em mais iniciativas. Minha vida foi drasticamente transformada nos últimos dois anos graças à premiação”, completa o Empreendedor Social do Ano em 2018.

A editora do Prêmio, Eliane Trindade, explicou na transmissão ao vivo a edição de 2020, suas categorias, critérios e benefícios.

“Ao mesmo tempo em que a Covid-19 impactou o Brasil, ela representou também um momento histórico muito importante para o investimento social privado e também para a filantropia”, afirma a jornalista.

Com essa premissa, a edição especial da premiação deste ano propõe selecionar 30 iniciativas de destaque no combate à Covid-19, sendo dez para cada categoria (Ajuda Humanitária, Mitigação da Covid-19 e Legado Pós-pandemia). A enquete popular Escolha do Leitor continua em vigor, assim como nos últimos quatro anos.

Trindade também ressalta a diferença desta edição em relação a escolha de vencedores: neste ano, não haverá ganhadores. Os dez projetos de impacto selecionados em cada iniciativa estarão em pé de igualdade com as demais, uma vez que todas têm seu papel importante na ajuda às comunidades, mitigação dos efeitos da pandemia ou legado para o futuro pós-coronavírus.

Pela primeira vez, em uma parceria que visa facilitar a participação do concurso para os empreendedores sociais e aproximar a premiação do ecossistema, as inscrições são feitas pelo Prosas. Interessados podem preencher os formulários da primeira fase até 15 de setembro.

O Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19 tem patrocínio de Ambev, Sesi/Senai e Coca-Cola. Conta com apoio da Vedacit e parceria estratégica de Ashoka, British Council, ESPM, Fundação Dom Cabral, Prosas, Pacto Global e UOL. A realização é da Folha em parceria com a Fundação Schwab.

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