Sobe para 5 o número de casos confirmados de coronavírus nos EUA

Epidemia do vírus que já deixou 56 mortos e cerca de 2.000 infectados

Los Angeles e São Paulo | AFP

Os Estados Unidos confirmaram neste domingo (26) que há cinco casos de infecção por coronavírus no país. Dois deles foram registrados na Califórnia, um em Washington, um em Illinois e outro no Arizona, segundo informado em coletiva de imprensa por Nancy Messonnier, responsável pelo setor de doenças respiratórias dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Mais cedo, a Agência de Saúde de Orange County, na Califórnia, havia confirmado que um homem que esteve em Wuhan, epicentro da epidemia na China, havia contraído o vírus (ele foi o terceiro caso detectado). Os CDC confirmaram que o paciente apresentou resultado positivo para o novo coronavírus. Ele foi isolado em um hospital local e sua condição não é grave.

"Não há evidências de que tenha ocorrido uma transmissão de pessoa para pessoa em Orange County. O risco atual de transmissão local permanece baixo", disse a agência de saúde.

Não foram fornecidos detalhes sobre como a pessoa chegou aos Estados Unidos ou sua identidade.

Outros dois casos nos Estados Unidos são de uma sexagenária que reside em Chicago e que viajou para Wuhan entre o final de dezembro e 13 de janeiro, bem como o de um homem de trinta anos do estado de Washington que também esteve recentemente na cidade chinesa.

Este vírus tem causado preocupação devido à sua semelhança com a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que em 2002 e 2003 matou centenas de pessoas.

A epidemia do coronavírus já deixou 56 mortos e cerca de 2.000 pessoas infectadas. Além de China e Estados Unidos, há casos confirmados em países como Austrália, Coreia do Sul, França e Tailândia.

Neste sábado (25), o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a epidemia da pneumonia viral que já matou 41 pessoas está se acelerando e coloca a China em uma situação grave. Ele pediu o fortalecimento da autoridade do regime comunista. 

Xi Jinping afirmou também que a China pode vencer a batalha contra o novo coronavírus durante uma reunião do comitê permanente do Bureau Político do Partido Comunista, a instância de sete membros que administra o país, segundo a agência de notícias oficial Xinhua.

"Dada a grave situação de uma epidemia que se acelera, é necessário fortalecer a liderança centralizada e unificada do Comitê Central do Partido", afirmou. 

O governo chinês anunciou também que irá suspender todas as viagens de chineses para o exterior. A partir de segunda (27), as agências de viagem não poderão vender reservas de hotéis ou viagens para grupos, segundo a emissora estatal CCTV.​

Para conter a disseminação do vírus, a cidade chinesa de Wuhan, considerada o epicentro da epidemia do coronavírus, construirá um segundo hospital em duas semanas para tratar os pacientes infectados. As informações foram divulgadas por um veículo estatal chinês. 

O novo centro, de acordo com a agência, terá 1.300 leitos, que se somarão aos outros 1.000 de um primeiro hospital de emergência, cuja construção em 10 dias foi anunciada nesta sexta (24) —a previsão é de que seja inaugurado em 3 de fevereiro. 

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