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Ibaneis diz que vai decretar lockdown das 20h às 5h a partir de segunda no DF

A volta às aulas deve ser adiada e funcionários públicos devem voltar ao home office

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Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, disse que vai decretar lockdown a partir de segunda-feira (1º), restringindo o funcionamento do comércio não essencial, que deverá estar fechado de 20h às 5h.

Em suas redes sociais, o governador afirma que está atendendo a uma recomendação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O motivo seria a ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), que chegou a 92%.

“Atendendo a recomendação dos técnicos da @secsaudedf, vou decretar lockdown de 20h às 05h da manhã a partir de segunda-feira. Queria muito evitar essa decisão, mas não temos outra opção a não ser tomar medidas mais fortes. Nossa taxa de ocupação dos leitos já está em 92%.”

Segundo fontes do governo do Distrito Federal, deve ser adiado o retorno às aulas, e os funcionários públicos irão voltar ao home office. O decreto deve ser publicado nesta sexta-feira (26). A intenção é que a medida fique 15 dias em vigor.

O aumento da procura por atendimento para Covid-19 e a busca por leitos de UTI em Brasília fizeram com que Ibaneis e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), trocassem farpas nesta semana.

O atrito começou começou após cidades do Entorno Sul entrarem na área vermelha de contágio, desde o dia 17 de fevereiro. Isso significa que estão em situação de calamidade. A recomendação do governo de Goiás seria o lockdown –medida a que Ibaneis se opunha.

A população das cidades vizinhas transitam pelo DF, e a movimentação se intensificou por causa do estado de calamidade.

As duas regiões vivem situações difíceis por causa da pandemia. No DF, a taxa de ocupação dos leitos era de 77,2% e em Goiás, de 82,28% nesta quinta-feira (25).

Ibaneis disse que "os atendimentos estavam ficando nas suas costas". Na ocasião, o governador descartou lockdown, mas ameaçou fechar as divisas no início da semana e cobrou providências de Caiado. Segundo Ibaneis, 25% dos pacientes internados no DF eram do estado vizinho.

Superlotação, filas por vaga em leitos de UTI e o risco iminente de colapso na rede de saúde se tornaram cena comum em estados brasileiros nos últimos dias.

Os três estados do Sul têm enfrentado uma explosão de internações nos últimos dias, provocando medo e insegurança. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul falam em iminente colapso devido à velocidade das contaminações e do agravamento da doença.

A Bahia também enfrenta filas de pacientes por uma vaga em UTI, o que fez o governo estadual e a Prefeitura de Salvador anunciarem a restrição total de atividades não essenciais e a suspensão de cirurgias eletivas nas redes privadas e públicas.

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