Descrição de chapéu Seleção Brasileira

Após prisão de Roni, CBF troca empresa de ingressos para jogo do Brasil

Antes responsável pelas vendas, Meu Bilhete tem o ex-jogador como sócio

Marcos Guedes Diego Garcia
Teresópolis (RJ)

A CBF mudou a empresa que fazia a comercialização dos ingressos para o amistoso entre Brasil e Qatar, no próximo dia 5, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Diante da investigação que levou à prisão do ex-jogador Roni no último final de semana, a confederação decidiu suspender a parceria com a empresa Meu Bilhete, que tem o ex-atleta investigado como sócio, e anunciou uma nova responsável pelas vendas.

“Trata-se de uma medida preventiva de proteção à entidade e ao torcedor, diante das investigações abertas pelas autoridades sobre o envolvimento de uma outra empresa, do mesmo grupo econômico, em suposta irregularidade na venda de bilhetes para outras partidas de futebol realizadas no mesmo estádio”, informou a entidade.

A comercialização, que havia sido interrompida, foi retomada pela empresa Fan Pass. Aqueles que já tinham adquirido seu bilhete pela Meu Bilhete devem entrar em contato com a nova responsável pelas vendas e providenciar a troca da entrada.

Roni e seu sócio, Leandro Brito, foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal no último sábado, no próprio estádio Mané Garrincha. Eles estavam em um camarote para acompanhar o jogo entre Botafogo e Palmeiras, quando foram levados por suspeita de fraudar borderôs de partidas.

Chamada de Episkiros, palavra que dá nome ao jogo grego apontado como possível origem do futebol e que pode significar jogo enganoso, a operação também prendeu provisoriamente outras quatro pessoas. Todos foram liberados no domingo, depois de prestarem depoimento.

Roni brinca com a bola durante treino do Fluminense, no estádio das Laranjeiras, em 2002
Roni brinca com a bola durante treino do Fluminense, no estádio das Laranjeiras, em 2002 - Ana Carolina Fernandes-29.nov.2002/Folhapress

Segundo a polícia, há indícios de crimes de estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e sonegação fiscal. A investigação aponta ainda a possibilidade de lavagem de dinheiro. No suposto esquema, um público menor do que o real seria divulgado para que o grupo embolsasse o dinheiro dos ingressos não contabilizados.

Os acusados negam envolvimento em atividades irregulares. Roni disse não ter dúvidas “de que todas as medidas necessárias serão tomadas para que a compreensão dos fatos seja feita de maneira íntegra e nítida”.

O ex-jogador de 42 anos, marcado por sua passagem pelo Fluminense e que chegou a defender a seleção brasileira, disse ainda que nunca precisou agir de maneira desonesta na sua vida profissional.

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