Descrição de chapéu Pan-2019

No Pan do trânsito caótico, maior mico foi pago pela Argentina

Lima entrega sua edição dos Jogos com poucas críticas de delegações

Daniel E. de Castro
Lima (Peru)

Principal preocupação dos organizadores dos Jogos Pan-Americanos de Lima, o caos do trânsito da capital peruana se confirmou durante as duas semanas do evento, mas não a ponto de atrapalhar o andamento das competições.

As faixas exclusivas por onde circulavam os veículos oficiais do Pan ajudaram a reduzir o impacto do tráfego, ainda que alguns peruanos sem ligação com os Jogos tirassem proveito delas para encurtar seus caminhos.

Em alguns casos, isso fazia com que as barreiras de proteção caíssem no meio das vias e obrigava atletas e jornalistas a descerem dos ônibus para tirá-las do caminho.

Estádio Nacional de Lima recebeu as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos
Estádio Nacional de Lima recebeu as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos - Pedro Ugarte/AFP

Na primeira semana houve um acidente sem gravidade com um veículo que transportava uma tenista chilena. Na segunda, os motoristas dos ônibus destinados à imprensa passaram um dia em greve.

Quase todas as reclamações ouvidas pela reportagem durante a realização do Pan diziam respeito aos deslocamentos e à umidade de Lima, que costumava chegar chegava a 100% em meio ao inverno peruano. Já as arenas, quase todas construídas para os Jogos, foram maioritariamente elogiadas.

“O transporte foi o mais problemático em virtude do trânsito de Lima, nem por culpa da organização. Mas nós que utilizamos as faixas conseguimos administrar isso. Por outro lado, eles foram muito cuidadosos com a vila, instalações extremamente limpas. Estão de parabéns”, disse o chefe da delegação brasileira, Marco Antônio La Porta.

Apesar de pequenos erros cometidos na disposição das bandeiras nos pódios e do improviso visto no atletismo, com alguns números de prova dos atletas escritos à mão, o grande mico do Pan de Lima foi cometido pela delegação argentina.

Na última quarta (7), a seleção feminina de basquete perdeu para a Colômbia por WO por não ter levado ao ginásio o uniforme com o qual deveria se apresentar. O sorteio indicava que as argentinas usariam camiseta branca, mas apenas o conjunto azul, mesma cor que seria vestida pelas colombianas, chegou até o local.

Como não havia tempo para retornar até a vila das atletas e buscar o uniforme correto, as argentinas acabaram derrotadas e ficaram de fora da disputa por medalhas.

O Pan continuará na América do Sul daqui a quatro anos. A próxima edição do evento, em 2023, terá como sede Santiago, capital chilena.

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