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Van Dijk se apoia na Champions em busca de prêmio raro para defensor

Zagueiro holandês concorre a melhor do mundo com Messi e Cristiano Ronaldo

Bruno Rodrigues
São Paulo

Desde que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo criaram o duopólio de vencedores de prêmios de melhor jogador do mundo, com a primeira eleição do português, em 2008, somente três vezes o escolhido não havia conquistado o título da Champions League na mesma temporada.

É justamente na conquista europeia que o zagueiro holandês Virgil Van Dijk, 28, do Liverpool (ING), se apoia para tentar superar Messi e Ronaldo na eleição do prêmio The Best 2019, da Fifa.

A cerimônia de entrega terá início às 14h25 (de Brasília) desta segunda-feira (23), em evento realizado na cidade de Milão, na Itália. SporTV e ESPN Brasil transmitem.

Virgil Van Dijk poderá ser o primeiro defensor eleito pela Fifa desde Fabio Cannavaro, em 2006
Virgil Van Dijk poderá ser o primeiro defensor eleito pela Fifa desde Fabio Cannavaro, em 2006 - Andrew Couldridge/Reuters

Em 2010 e 2012, Messi venceu a premiação, mesmo com os títulos da Champions de Internazionale (ITA) e Chelsea (ING), respectivamente. Cristiano Ronaldo, em 2013, foi eleito o melhor do mundo após o Bayern de Munique (ALE) ter sido o campeão europeu. Foram exceções.

Luka Modric, o intruso que saiu vencedor na premiação do ano passado, valeu-se da glória europeia com o Real Madrid (ESP) para ser eleito. Mas o croata também contou com outro fator importante e que Van Dijk não tem: bom desempenho com a seleção em Copa do Mundo. No caso do meia croata, o vice no Mundial da Rússia, em 2018.

O sucesso na Copa também foi decisivo para que o italiano Fabio Cannavaro recebesse o prêmio em 2006, quando se sagrou campeão mundial com a seleção da Itália.

Zagueiro, assim como Van Dijk, ele foi o último defensor eleito. De lá para cá, só o goleiro alemão Manuel Neuer conseguiu um lugar entre os três melhores, terminando em terceiro em 2014, atrás de Cristiano Ronaldo e de Messi.

Neuer se beneficiou da conquista da Alemanha no Mundial do Brasil, mostrando mais uma vez o peso que o torneio tem para alçar ao pódio figuras que provavelmente não estariam ali em outros anos.

Considerando temporadas que não tiveram Copa do Mundo, a última vez em que um atleta de defesa formou o trio de candidatos foi em 2003, quando Paolo Maldini ficou em terceiro, atrás do francês Thierry Henry e do tcheco Pavel Nedved.

Maldini, naquela ocasião, havia acabado de conquistar a Champions com o Milan (ITA) como capitão da equipe.

Mas não é só um título isolado no badalado torneio que poderá tornar Virgil Van Dijk o melhor do mundo em 2019.

Com o Liverpool, o holandês formou a defesa menos vazada da última Premier League, na qual a equipe comandada por Jürgen Klopp ficou com o vice-campeonato. Foram 22 gols sofridos em 38 partidas, um a menos que o campeão Manchester City (ING). No título europeu, o time sofreu 12 gols em 13 partidas, média inferior a um por jogo.

Segundo dados da empresa de estatísticas Opta Sports, Van Dijk ficou sem ser driblado durante 64 jogos do Liverpool, somando a segunda metade da temporada 2017/2018, quando ele chegou ao clube comprado por 75 milhões de libras (R$ 375 milhões em valores atuais), e toda a temporada passada.

Cristiano Ronaldo, 34, dono de 4 dos últimos 6 prêmios, teve boa temporada com a Juventus (ITA) em sua chegada a Turim, mas abaixo do padrão –principalmente de gols– que apresentava no Real Madrid. O português marcou seis vezes na Champions, competição em que a Juventus caiu para o Ajax (HOL) nas quartas de final. No Campeonato Italiano, torneio vencido pela equipe, anotou 21 gols, terminando em quarto na tabela de artilheiros.

Lionel Messi, 32, parece ser o principal concorrente de Van Dijk pela eleição. Semifinalista da última Champions League, na qual o Barcelona (ESP) foi eliminado justamente pelo Liverpool do zagueiro holandês, o argentino terminou como goleador da competição: 12 gols em 10 partidas.

No Espanhol, conquistado pelo clube catalão, Messi também superou a marca de mais de um gol por jogo: marcou 36 vezes em 34 jogos do torneio.

Defensores indicados ao prêmio neste século

2001 - Oliver Kahn (goleiro, 3º colocado)
2002 - Roberto Carlos (lateral esquerdo, 2º colocado) e Oliver Kahn (goleiro, 3º colocado)
2003 - Paolo Maldini (zagueiro, 3º colocado)
2006 - Fabio Cannavaro (zagueiro, 1º colocado) e Gianluigi Buffon (goleiro, 2º colocado)
​2014 - Manuel Neuer (goleiro, 3º colocado)

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