Descrição de chapéu Copa Libertadores 2020

Fla gasta mais que rivais nacionais juntos por raro bi na Libertadores

Atuais campeões, cariocas investiram cerca de R$ 157 milhões em contratações

São Paulo

Buscando um raro bicampeonato consecutivo na Copa Libertadores, o Flamengo investiu mais em contratações para a temporada 2020 do que todos os seus rivais brasileiros juntos.

Com R$ 157 milhões desembolsados, divididos entre a chegada de novas peças e a manutenção do artilheiro Gabigol, o clube rubro-negro, que estreia nesta quarta-feira (4) contra o Junior Barranquilla, na Colômbia, tenta uma dobradinha de conquistas que o torneio continental não vê acontecer há quase 20 anos.

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A última vez que a competição teve um bicampeão seguido foi em 2001, quando o Boca Juniors faturou dois títulos em sequência, superando o Palmeiras, em 2000, e o Cruz Azul, no ano seguinte.

Os clubes argentinos, inclusive, foram os que mais vezes venceram campeonatos seguidos. O próprio Boca já havia conseguido no passado, com o bi de 1977 e 1978. Estudiantes (tricampeão de 1968 a 1970) e Independiente (1964/1965 e o tetracampeonato de 1972 a 1975) foram as outras equipes do país que alcançaram tal feito.

No Brasil, apenas Santos e São Paulo foram capazes de levantar a taça em duas edições consecutivas. O clube da Vila Belmiro, em 1962 e 1963, e o time tricolor, em 1992 e 1993.

Aos argentinos e brasileiros, soma-se o uruguaio Peñarol, vencedor das duas primeiras Libertadores da história, em 1960 e 1961.

Em 50 anos de competição, somente seis equipes puderam ser bicampeãs. Um seleto grupo do qual o Flamengo, que se preparou com reforços, tenta fazer parte.

Dos nomes que o rubro-negro carioca confirmou para a atual temporada, o mais importante e simbólico deles já fazia parte do elenco campeão em 2019. Na época emprestado ao clube, o atacante Gabigol foi o artilheiro da Libertadores, com nove gols, dois deles nos minutos finais da decisão para virar o confronto diante do River Plate, em Lima, no Peru, que deram o título aos cariocas.

Só no ano passado, o jogador fez 43 gols em 59 partidas, sendo decisivo também para a conquista do Campeonato Brasileiro. O clube desembolsou R$ 86 milhões por sua contratação em definitivo.

Ainda para o setor de ataque, o Flamengo trouxe, por empréstimo, o centroavante Pedro, ex-Fluminense e que estava na Fiorentina (ITA), e Michael, revelação do Nacional de 2019 com a camisa do Goiás. Pelo atleta de 23 anos, o clube pagou aproximadamente R$ 37 milhões.

Na defesa, o time de Jorge Jesus também se reforçou. Com a perda do zagueiro espanhol Pablo Marí, que se transferiu para o Arsenal, da Inglaterra, a diretoria flamenguista selou as contratações de Gustavo Henrique (sem custo de transferência), do Santos, e de Léo Pereira, do Athletico-PR.

Os dois, inclusive, têm jogado como titulares da equipe, em razão da ausência de Rodrigo Caio, lesionado. No jogo de volta da Recopa, contra o Independiente del Valle, formaram a zaga que ajudou o time a vencer os equatorianos por 3 a 0, no Maracanã, e somar mais um título sob o comando do técnico português.

O volante Thiago Maia, emprestado pelo Lille, da França, e o atacante Pedro Rocha, ex-Grêmio e Cruzeiro, completam a lista de reforços do Flamengo.

Apesar da numerosa lista de incorporações, Jorge Jesus ainda busca um reforço para o setor defensivo.

"Ainda procuramos um jogador para a última linha do time. Se encontrar, encontramos. No entanto, não é necessidade principal nesse momento. O elenco do Flamengo tem várias opções, esse é o ponto. Contratamos mais alguns em relação ao ano passado e confiamos no nosso elenco”, disse o treinador após o triunfo sobre a Cabofriense, no último sábado (29), pelo Estadual do Rio.

Campeão brasileiro em 2018 e terceiro colocado no Nacional do ano passado, o Palmeiras também se reforçou e investiu para tentar diminuir a diferença para o Flamengo. Mas ao contrário dos cariocas, que foram ao mercado para ganhar opções de um segundo time, a equipe alviverde ainda persegue sua formação titular ideal.

Para isso chegaram o lateral esquerdo Matías Viña, por R$ 27 milhões, e o atacante Rony, ex-Athletico, por R$ 29 milhões. Com a dupla, o clube investiu R$ 56 milhões.

Somadas essas contratações com as feitas por Grêmio, Internacional, São Paulo, Athletico e Santos, os rivais brasileiros que também disputam a fase de grupos da Libertadores investiram cerca de R$ 112 milhões, R$ 45 milhões a menos que o Flamengo.

O levantamento não considera o Corinthians, eliminado ainda na segunda fase preliminar do torneio sul-americano.

Erramos: o texto foi alterado

Igor Vinicius, do São Paulo, é lateral direito, não atacante. O infográfico foi corrigido.

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