Às vésperas de retomada, obras do MIS carioca empacam de novo

Intocada desde 2016, futura sede enfrenta mais um revés com licitação suspensa pelo Tribunal de Contas sem prazo definido

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São Paulo

Desde 2016 paradas, as obras da nova sede do Museu da Imagem e do Som do Rio pareciam, por fim, prestes a serem retomadas.

Há quase um mês, no dia 29 de março, o MIS anunciou que um novo edital de licitação pública e internacional havia sido publicado para a conclusão do edifício, projetado pelo escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro.

O edital deveria se encerrar no próximo dia 30, o que possibilitaria o reinício dos trabalhos ainda neste ano. A empresa contratada deveria fazer instalações, como elétrica e hidráulica, e acabamentos faltantes, o que equivaleria a 30% do total da obra.

No entanto, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) pediu a suspensão da licitação pouco depois, a 3 de abril.

A informação de que os trabalhos seriam retomados com recursos previstos no âmbito do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo no Estado do Rio de Janeiro (Prodetur-RJ), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) continua no site da instituição.

A Folha obteve a informação ao consultar a secretaria estadual de Infraestrutura e Obras (Seinfra) a respeito da retomada.

No Diário Oficial do Estado do Rio, a interrupção foi informada no dia 8 de abril, em um parágrafo.

“A Superintendência de Licitações e Contratos da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras comunica aos interessados que a LPI nº 001/2019/Prodetur, cujo objeto é a contratação dos serviços técnicos especializados de engenharia para conclusão das obras de construção da 3ª fase do Museum da Imagem e do So, MIS, fica adiada ‘sine die’.”

“Sine die” é uma expressão latina que significa “sem data” —sem prazo definido, portanto, para a retomada das obras que, segundo a Seinfra, já consumiram até agora R$ 79 milhões. A estimativa é que sejam empregados outros R$ 43 milhões na finalização.

Procurado pela Folha, o TCE informou que não poderia dar informações sobre o processo porque esta segunda (22) é ponto facultativo no Rio de Janeiro.

A história da nova sede remonta a 2009, quando o projeto dos nova-iorquinos responsáveis pelo High Line e pela ampliação do MoMA foi escolhido em concurso.

Ele prevê uma espécie de calçadão vertical, seguindo em zigue-zague da entrada por oito andares com vista para Copacabana. No total, o novo MIS terá área de 9.800 m².

Os acervos da instituição hoje ficam alojados em duas sedes antigas, na praça 15 de Novembro e na Lapa, ambas na região central do Rio.

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