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Podcast do 'Conversa com Bial' diverte com qualidade

A versão do talk show funciona bem justamente por causa da intimidade do apresentador com o popular

São Paulo

Conversa com Bial

  • Onde Gshow e plataformas de áudio

Poucos formatos na TV mantiveram sua estética tão próxima àquela da época de sua invenção quanto os populares talk shows. Criado na década de 1950, e consagrado a partir de 1980, o estilo de programa de entrevistas só existe até hoje por um motivo: é prático, barato e funcional. Basta que se tenha no comando um bom apresentador e “já é”.

Pedro Bial é esse tipo de profissional. Famoso pela atuação em atrações como Fantástico, "Big Brother Brasil" e "Na Moral", todas da TV Globo, o jornalista tem talento no trato com pessoas e sabe entregar o didatismo e o desembaraço esperados daqueles que encabeçam espetáculos de cunho popular.

Desde maio de 2017, ele está no ar com o talk show "Conversa com Bial", no qual entrevista personalidades brasileiras e internacionais. Em seu sofá, já se sentaram o ministro Sergio Moro, o médico e colunista da Folha Drauzio Varella, o músico Djavan, entre outros. Em 2018, o programa passou a ser replicado também em forma de podcast.

E vem, com isso, um questionamento. Tudo bem que talk shows sejam um sucesso, e que Bial cumpra bem seu papel, mas precisamos mesmo ter um áudio que apenas repete o que já se viu na televisão? No caso de Bial, sim, precisamos.

Agendado para depois do Jornal da Globo, o programa entra no ar quando já é quase amanhã, o que o torna inviável a quem acorda cedo no dia seguinte. Além da conveniência do on demand, a versão podcast também funciona bem justamente por causa da intimidade de Bial com o popular —à vontade e sem grandes pretensões investigativas, suas perguntas são entretenimento puro e de qualidade.

Os episódios duram em média 40 minutos e têm três configurações: entrevistas presenciais, entrevistas previamente gravadas e depois comentadas por convidados no palco e as homenagens e debates acerca de um tema específico. Neste último, vale destacar o que reúne Lucinha Araújo, Ney Matogrosso e Frejat para falar sobre Cazuza, amigo de infância de Bial.

Entre os papos mais saborosos estão os com a apresentadora Ana Maria Braga —que revela sua passagem pelo aplicativo de relacionamento Tinder—, com a atriz Regina Casé, os escritores Laurentino Gomes e Eli Alves Cruz e com o músico Leo Jaime e a apresentadora Dani Calabresa, que contam suas histórias de superação por meio da dança.

Há, ainda, bons achados sob o guarda-chuva do humor, como as entrevistas com Marcelo Adnet e Fábio Porchat; e os de política, entre os quais uma tocante conversa com o político Jean Wyllys (que ganhou fama diante das câmeras do "Big Brother Brasil" na época de Bial) e outra com o ex-assessor do presidente Tancredo Neves, Antonio Britto, e o saudoso jornalista Clóvis Rossi.

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