Versão carioca do Facada Fest tem cartaz com Witzel, Crivella e Bolsonaro

Evento foi organizado em solidariedade ao coletivo paraense investigado pela Polícia Federal

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São Paulo

O Rio de Janeiro terá sua versão do Facada Fest, evento punk criado em Belém e cujos organizadores são investigados por crimes contra a honra do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), além de apologia de homicídio. Um inquérito para investigar o coletivo paraense foi aberto após despacho assinado pelo ministro Sergio Moro.

sátira de políticos com o RJ ao fundo
Cartaz da edição carioca do evento punk Facada Fest, com ilustração de Gabriel Cunha - Reprodução

A edição carioca do festival não tem ligação com o coletivo Facada, responsável pelos eventos originais, mas apenas utiliza o nome em solidariedade a eles e em protesto à investigação contra os artistas de Belém.

O coletivo punk apenas pediu “que fosse mantida a identidade e ideias” do festival, segundo o organizador do Facada do Rio de Janeiro, o produtor Fábio Barreto, conhecido como Bolinha.

O Facada Fest original, que ocorre desde 2017, passou a ser investigado por causa de cartazes que faziam sátiras com o presidente. A imagem que gerou mais polêmica traz o palhaço Bozo empalado por um lápis, em alusão aos cortes do governo na Educação.

Já o cartaz da versão carioca —com autoria de Gabriel ​Cunha— traz, além do presidente, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), que aparece de saias e com a bunda à mostra, e o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), segurando uma Bíblia e um maço de dinheiro, em frente a um púlpito da Igreja Universal.

O Facada Fest do Rio está marcado para o dia 14 de março, véspera do ato contra o Congresso e em apoio a Bolsonaro. A entrada é a doação 1 kg de alimento não perecível ou agasalho, que serão doados às famílias das vítimas das chuvas no Rio de Janeiro.

Entre as atrações confirmadas estão as bandas Acid Drop, Pacto Social, Fokismo, Matilha, 77 Ídols, Skorno, Involuntarium e Serial Killer.

Quatro integrantes do coletivo Facada e de bandas punk paraense, entre elas THC, Delinquentes, Filhux Ezkrotuz, foram interrogados pela Polícia Federal na última quinta-feira (27), em Belém.

O presidente Jair Bolsonaro já foi alvo de sátiras em outros cartazes de shows punk no Brasil. Primeiro, de maneira indireta, com o grupo punk americano Dead Kennedys. Mais recentemente, com o coletivo russo Pussy Riot.

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