Eletrobras deve vender última distribuidora nesta sexta-feira

Vencedora do certame fará aumento de capital de R$ 545,8 milhões em companhia de Alagoas

Taís Hirata
São Paulo

O leilão da Ceal, distribuidora da Eletrobras no estado de Alagoas, deverá ocorrer nesta sexta-feira (28), último dia útil de 2018, às 17h, na sede da B3, em São Paulo.

O certame estava inicialmente programado para a quarta-feira (19), mas foi adiado em razão de pedidos de investidores, que solicitaram mais tempo para analisar as informações do ativo antes da licitação.

Este será o último leilão de distribuidoras da Eletrobras, que, neste ano, já conseguiu vender as outras cinco subsidiárias que restavam na estatal elétrica, nos estados de Piauí, Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas.

Caso seja bem-sucedida, a privatização será um marco para a gestão do presidente Wilson Ferreira Júnior, que desde 2016 promove uma série de medidas para reduzir o nível de endividamento da Eletrobras.

As iniciativas também atraíram desavenças com os sindicatos de funcionários da companhia, que já tentaram barrar a venda das distribuidoras estaduais com cerca de 50 liminares —todas posteriormente derrubadas.

A expectativa no mercado é que o leilão da Ceal atraia concorrência, já que o ativo é considerado um dos menos problemáticos entre aqueles colocados à venda pela estatal.

A empresa deverá ser vendida pelo preço simbólico de R$ 50 mil.

A vencedora do certame também terá de se comprometer a fazer um aumento de capital social na distribuidora de ao menos R$ 545,8 milhões.

Grandes companhias elétricas como Equatorial, Energisa e Neoenergia são apontadas por analistas como potenciais interessadas.

Os proponentes terão até esta quinta-feira (27) para entregar suas propostas. Ganha quem oferecer o maior desconto na tarifa de energia dos consumidores e a maior outorga à União.

A venda da Ceal foi postergada por meses pela Eletrobras por causa de um imbróglio jurídico com o governo de Alagoas.

Em junho deste ano, uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a venda da empresa enquanto as pendências não fossem resolvidas.

A decisão foi derrubada pelo próprio ministro em novembro, dando aval à realização do certame.

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