Trump diz que interviria na prisão de chinesa se fosse 'bom' para o acordo

À Reuters, presidente diz que interferiria no caso Huawei se isso colaborasse nas negociações

São Paulo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Reuters que interviria na prisão de Meng  Wanzhou, alta executiva da Huawei, detida no Canadá, se isso ajudasse os Estados Unidos nas negociações comerciais com a China. 

"Se eu considerar bom para o que será certamente o maior acordo comercial já feito –o que é uma coisa muito importante, e bom para a segurança nacional –, certamente interviria se achasse necessário", disse Trump.

"Faria qualquer coisa que fosse boa para o país", acrescentou. 

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos; ele falou que interviria na prisão de Meng se fosse bom para seu país
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos; ele falou que interviria na prisão de Meng se fosse bom para seu país - Jonathan Ernst/Reuters

O presidente também afirmou que a Casa Branca tem conversado com o Departamento de Justiça sobre o caso, e também com autoridades chinesas.

"Ainda não me ligaram. Estão conversando com 'minhas pessoas'; mas ainda não me ligaram", afirmou, sobre um possível diálogo com Xi Jinping, presidente da China.

Nesta terça-feira (11), o juiz William Ehrcke  concedeu liberdade condicional a Meng Wanzhou, vice-presidente financeira da Huawei, sob a garantia do pagamento de uma fiança de 10 milhões de dólares canadenses (R$ 29 milhões). 

Meng, que também é filha do fundador da gigante de tecnologia asiática, foi detida por autoridades canadenses no aeroporto de Vancouver dia 1º de dezembro, a pedido dos Estados Unidos.

O governo americano alega que a fabricante de smartphones e maior fornecedora de equipamentos de rede de telecomunicações tenha enganado bancos internacionais sobre transações ao Irã, violando regras de sanção ao país. 

Com Reuters

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