Descrição de chapéu Governo Bolsonaro Previdência

Mudanças da Previdência ficarão para comissão especial, diz Maia

Relator da CCJ defendeu que mérito não seja analisado na primeira comissão

Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (2) que as mudanças da reforma da Previdência devem ser feitas apenas na comissão especial. 

Na segunda (1º), líderes articulavam para que as mudanças já fossem feitas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a primeira fase da deliberação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional). 

"A posição dos líderes é que essas mudanças sejam feitas todas na comissão especial", afirmou Maia depois de se reunir com os parlamentares nesta manhã. 

O presidente da Casa afirmou que não é preciso pressa para a retirada de pontos como a mudança no BPC (benefício para idosos miseráveis) e na aposentadoria rural, porque os dois pontos "não sobreviverão à comissão especial". 

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - Pedro Ladeira/Folhapress

"Eles [líderes] não querem criar um precedente desnecessário", afirmou Maia. Isso porque a CCJ analisa apenas a constitucionalidade da proposta, e não o seu teor. 

Na semana passada, líderes de 13 partidos se posicionaram contra o novo modelo proposto para o BPC (benefício pago a idosos carentes), novas regras para aposentadoria rural e dispositivos que excluem da Constituição requisitos para aposentadorias.

Relator da reforma na CCJ, o deputado delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) defendeu que o colegiado se atenha à análise da constitucionalidade da proposta e não coloque em debate o teor das regras contidas no texto.

Para ele, qualquer mudança de mérito deve ser debatida na comissão especial que será criada em etapa posterior da tramitação.

Na comissão, parlamentares articulavam alterar o ponto do projeto que retira da Constituição a definição das regras para aposentadoria. Deputados também se mostraram contra as mudanças propostas para a aposentadoria rural e o benefício pago a idosos carentes.

“Essas questões serão mantidas em nosso relatório, com enfrentamento exclusivamente da constitucionalidade [na CCJ]. A retirada ou não desses itens deverá ser enfrentada na comissão especial”, disse.

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