Ministério da Agricultura relata caso atípico de vaca louca em MT

Variedade da doença não faz mal à saúde humana

São Paulo | Reuters

O Ministério da Agricultura relatou nesta sexta-feira a ocorrência de caso atípico de vaca louca em Mato Grosso, de acordo com nota divulgada à imprensa, que diz também que a doença nessa forma ocorre de maneira espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.

O caso da chamada Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) atípica estava sob investigação, conforme informou a Folha de S.Paulo.

“Trata-se de uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro”, afirmou o ministério, após a confirmação dos resultados da investigação, ressaltando que o caso atípico se dá principalmente em animais mais velhos.

Apesar de ser um caso atípico, o ministério disse que “produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes”.

“Não há, portanto, risco para a população”, completou.

Vacas se alimentam em fazenda na República Tcheca
Vacas se alimentam em fazenda na República Tcheca - France Presse/AFP

Em 20 anos de vigilância para a doença, o Brasil registrou somente três casos de atípicos de vaca louca, que não apresentam risco de transmissão da doença.

Ainda assim, no final de 2012, países importadores decretaram restrições à carne do país, o maior exportador de carne bovina, quando um caso foi registrado.

Segundo as normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), disse o ministério, não haverá alteração da classificação de risco do Brasil para a doença, e o país continuará como de “risco insignificante, a melhor possível para a EEB”.

O Brasil nunca registrou caso de EEB clássica, quando a doença é transmitida por ração contaminada com o príon, por ter sido elaborada com produtos obtidos de animais infectados.

Após a confirmação, nesta sexta-feira, o Brasil notificou oficialmente a OIE e os países importadores, conforme preveem as normas internacionais, disse o ministério.

O comunicado ressaltou ainda que o ministério e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso iniciaram imediatamente as investigações de campo, com interdição da propriedade de origem.

“Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final por laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).”

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