Descrição de chapéu Previdência

Deputados pressionam e governo avalia regra mais vantajosa para homem se aposentar

Acordo que está sendo costurado com partidos de centro e a oposição reduz esse período para 15 anos

Brasília

Por pressão de deputados, o governo avalia manter em 15 anos o tempo mínimo de contribuição para que homens se aposentem.

A proposta original, enviada pelo governo, prevê 20 anos de tempo mínimo de contribuição para homens.

O acordo que está sendo costurado com partidos de centro e a oposição reduz esse período para 15 anos.
Esse é o mesmo critério usado atualmente na aposentadoria por idade para trabalhadores da iniciativa privada.

O líder da maioria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) conversa com Rodrigo Maia  (DEM-RJ)
O líder da maioria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) conversa com Rodrigo Maia (DEM-RJ) - Pedro Ladeira/Folhapress

“Esse [acordo] a gente está terminando de concluir “, disse o líder da maioria da Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

A versão original da reforma também elevava, de 15 anos para 20 anos, o tempo mínimo de contribuição para mulheres. 

Essa alta foi derrubada durante as negociações na comissão especial da reforma da Previdência.
Agora, deputados negociam com o governo para que os homens também tenham essa regra mais vantajosa.

Ainda não há estimativa do efeito dessa concessão na economia com a reforma da Previdência.

O recuo é uma forma de abrir caminho para que o plenário da Câmara conclua a votação da proposta.

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado na noite desta quarta (10) por 379 votos a 131, mas ainda é preciso analisar os destaques - instrumentos para que temas específicos sejam analisados separadamente.

Outro ponto polêmico é a mudança na regra de cálculo da pensão por morte.

Deputados da bancada evangélica querem impedir que a pensão seja inferior a um salário mínimo.
Há um destaque do PCdoB nesse sentido, mas, por enquanto, esse item não deve ser analisado.

Uma manobra no plenário da Casa ameaça inviabilizar a votação deste destaque, o que irritou a bancada evangélica.

Governo e líderes da Câmara tentam conter essa insatisfação.

Thiago Resende, Thais Arbex , Ranier Bragon e Danielle Brant

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