Promessa de Bolsonaro, carteira verde e amarela tem ponto em comum com novo mercado de trabalho

Ideia é que a nova carteira exista ao mesmo tempo que a atual (azul) e assegure apenas direitos constitucionais

Filipe Oliveira
São Paulo

O novo mercado de trabalho apontado pelos aplicativos, mais flexível e com menos direito, tem pontos em comum com uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a carteira de trabalho verde e amarela.

A ideia é que a nova carteira exista ao mesmo tempo que a atual (azul) e assegure apenas direitos constitucionais, como férias remuneradas, 13º salário e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Segundo foi dito por Bolsonaro, e sua equipe, o trabalhador, ao entrar no mercado, escolheria se prefere a carteira atual ou a com menos garantias, que, por outro lado, traria a promessa de maior chance de conseguir emprego.

O argumento para a nova relação de trabalho é que o trabalhador empregado por meio da nova carteira geraria menos encargo ao empregador em por isso, teria a contratação incentivada.

Nessa direção, um dos planos que foi discutido pelo governo era o de adotar o sistema de capitalização para a aposentadoria para quem optasse pela carteira verde e amarela, fazendo com que suas contribuições servissem para financiar seus próprios benefícios no futuro.

A criação de um sistema de capitalização no Brasil foi retirada da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma das aposentadorias durante a tramitação da medida na câmara.

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