Sindicato defende reestatizar Embraer após acordo com Boeing fracassar

Nota emitida pela entidade também pede estabilidade de emprego para funcionários da empresa

São Paulo

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos emitiu uma nota pedindo a reestatização da Embraer após a notícia do cancelamento da compra da empresa brasileira pela Boeing, maior negócio aeroespacial da história do país.

“A rescisão do acordo de compra da Embraer pela Boeing, anunciada neste sábado (25) pela empresa norte-americana, é uma reviravolta em uma transação marcada pelo desprezo aos interesses nacionais e dos trabalhadores brasileiros”, diz trecho do comunicado enviado pelo sindicato.

A entidade também diz que se posicionou contrário à venda. “A Embraer é um patrimônio nacional estratégico para o país e não precisa de aliança com parceiros internacionais para sobreviver.”

A Boeing anunciou que suspendeu acordo, de pU$ 4,2 bilhões (R$ 23,5 bilhões na sexta), o maior da indústria aeroespacial brasileira, porque disse que a empresa brasileira não teria cumprido todas as suas obrigações para executar a separação da sua linha de aviões regionais.

No começo da tarde, a Embraer divulgou nota acusando a Boeing. "A Embraer acredita firmemente que a Boeing rescindiu indevidamente o MTA (Acordo Global da Operação) e fabricou falsas alegações", diz o texto.

O sindicato afirma ainda que o processo de venda teria custado à empresa R$ 485 milhões em 2019 “segundo demonstrativo financeiro da própria Embraer” e exige que o prejuízo seja ressarcido pela Boeing.

Além da reestatização, a entidade pede que seja garantida a estabilidade no emprego para todos os trabalhadores.

“A alta capacitação dos trabalhadores fará a diferença em favor de uma empresa alinhada com os interesses verdadeiramente brasileiros e que não submeta o destino da vida de milhares de trabalhadores à perversa lógica do lucro.”

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