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Redes sociais ajudam os negócios, mas não é preciso estar em todas elas

Especialistas dão dicas de como escolher as plataformas ideais para cada empresa

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Cristiane Teixeira
São Paulo

Saber usar as redes sociais nunca foi tão importante para o sucesso de um negócio. Para não ficar para trás, o empresário deve estar atento às novas plataformas que surgem, mas não precisa se sentir pressionado para estar em todas.

Em 2020, o TikTok explodiu no Brasil, acessado por pessoas que queriam se divertir com os vídeos cômicos de até um minuto que popularizaram a plataforma no mundo. Já em fevereiro deste ano, os holofotes caíram sobre o Clubhouse. Ainda disponível apenas para iPhone, o aplicativo de conversas por áudio atraiu para algumas de suas salas temáticas personalidades como Elon Musk e Mark Zuckerberg.

Segundo estimativas da pesquisadora da comunicação Adriane Figueirola Buarque de Holanda, a internet mundial já conta com mais de 600 redes sociais e todo ano nascem –e morrem– muitas outras.

“Cada uma tem seu público. Conforme novas plataformas surgem, parte dele se desloca”, afirma a pesquisadora, que é professora da ESPM-Rio. Daí a necessidade de uma avaliação contínua das opções.

Assim como estar em todas as mídias sociais é impossível, focar em uma única não é aconselhável, segundo o especialista em negócios digitais Ivan Tonet, analista de relacionamento com clientes do Sebrae.

“As redes estão sempre alterando seus algoritmos, e de repente a empresa pode ver a sua audiência minguar em uma determinada plataforma”, afirma. Ele lembra, ainda, que existe o risco de a conta ser hackeada e o negócio perder o contato com seus seguidores de um dia para o outro.

Saiba, a seguir, as dicas dos especialistas para que o empreendedor tire o melhor proveito das principais redes sociais.

Cada plataforma tem seu perfil

Há quem diga que o TikTok é só para os jovens de até 20 e poucos anos e que o Facebook é para quem passou dos 50. Que o Instagram é para quem curte fotos, e o Twitter para informações rápidas. E que o Clubhouse lembra um TED Talk sem imagens ou um dos antigos debates no rádio.

Porém, nada disso serve como regra, principalmente porque as plataformas tendem a copiar os recursos de sucesso de seus concorrentes. Foi assim que o Instagram conquistou os Reels, vídeos de até 30 segundos que rivalizam com os do TikTok. O Twitter, por sua vez, lançou o Spaces, espaço de conversas por áudio que tem como referência óbvia as salas de discussões temáticas do Clubhouse.

“Mas os grupos do Facebook ainda não encontram similar em nenhuma outra rede”, destaca Tonet.

É preciso experimentar antes de escolher

Empresas de grande porte dispõem de estrutura e recursos financeiros para ter presença em várias plataformas. A realidade dos pequenos negócios, no entanto, é outra.

O empreendedor deve comparar os objetivos e pilares de sua marca com o perfil da rede e o público que ela atinge, segundo a professora da ESPM.

Nada impede que uma empresa pequena que se relaciona com o público por meio do Facebook também não o possa fazer via TikTok. Ela pode, mas os conteúdos precisam ser apresentados de formas diferentes.

A dica do consultor do Sebrae é que o dono da empresa crie um perfil comercial nas redes de seu interesse e que não poste nada até entender como elas funcionam. Então, pode começar a produzir os próprios vídeos e outros conteúdos.

“O resultado demora para vir e depende de ter frequência e relevância”, avisa Tonet. “É preciso monitorar os resultados o tempo todo para descobrir o que funciona mais. Se for uma marca de roupas, é importante observar se as fotos e vídeos produzidos em estúdio geram mais ou menos likes que os feitos na rua, por exemplo."

Apesar de não haver nenhuma regra quanto ao tempo de teste das plataformas, Tonet recomenda não desistir antes de dois ou três meses de experimentação.

Influenciadores estão ao alcance dos pequenos negócios

Vídeos no Instagram e no TikTok que incluem personalidades das mídias digitais são vistos e compartilhados por mais gente. Empresas que queiram promover uma ação de impacto no lançamento de um produto, por exemplo, podem tentar a participação de um nano ou de um microinfluenciador digital, indica Buarque de Holanda.

O nanoinfluenciador, segundo ela, é aquele que tem até 5 mil seguidores, enquanto o micro contabiliza até 10 mil. Muitas vezes, é mais fácil que público acredite que um pequeno influenciador usa os produtos de uma marca mais popular do que um artista famoso, explica a professora.​

TikTok não é só lugar gracinhas

Entre as hashtags do aplicativo que a professora da ESPM destaca estão as que trazem conteúdos educativos. Na lista de vídeos é possível encontrar desde receitas culinárias e orientações financeiras até tutoriais de beleza.

Clubhouse traz facilidades que as lives não têm

Como a plataforma transmite debates em tempo real só em áudio, não existe a preocupação com iluminação, cenário nem maquiagem. Assim, fica mais fácil para um empreendedor chamar uma sala de bate-papo sobre um tema de interesse direto do seu negócio. Nada impede, também, que participe de outra conversa e peça a palavra.

“Se alguém faz um comentário ou pergunta muito boa, é convidado a continuar como speaker. Assim ele vai criando autoridade e ainda tem a oportunidade de falar do próprio negócio e iniciar uma conversa privada com quem está na audiência”, diz Tonet.

Para o consultor do Sebrae, há duas razões principais e importantes para um empreendedor participar de redes de áudio como o Clubhouse: obter mentoria coletiva e fazer networking. A mentoria acontece quando ele expõe uma dificuldade que está enfrentando e recebe dos especialistas dicas específicas para o seu caso.

Já o networking pode trazer fornecedores e parceiros e, de quebra, resultar em vendas.

No Instagram, a frequência aumenta a eficiência do algoritmo

Se a frequência e o horário de publicação são importantes para os aplicativos em geral, no caso do Instagram eles são decisivos para que o algoritmo entregue uma audiência mais ampla, segundo o especialista do Sebrae.

Por isso, ele recomenda que o empreendedor defina dias e horários específicos para diferentes tipos de postagem. Por exemplo: às segundas-feiras às 9h e às quintas às 19h fotos; às terças e sábados às 11h, stories; às quartas e sextas às 13h, reels.

No YouTube, vídeos ficam disponíveis ao longo do tempo

Utilizado por 96,4% dos brasileiros que estão nas redes sociais, o YouTube está entre as plataformas que não abrem a mão da liderança no segmento em que atuam.

Entre as principais vantagens do aplicativo está o fato de os vídeos não ficarem restritos à rede social e poderem ser encontrados por meio de ferramentas de busca.

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