EUA apresentam mais 17 acusações contra Julian Assange

Fundador do WikiLeaks é acusado de receber e publicar ilegalmente nomes de fontes confidenciais

Washington | AFP e Reuters

O Departamento de Justiça dos EUA apresentou nesta quinta-feira (23) mais 17 acusações contra Julian Assange, fundador do WikiLeaks, que enfrenta um pedido de extradição do Reino Unido.

Ele está sendo acusado de receber e de publicar ilegalmente os nomes de fontes confidenciais.

No mês passado, ele havia sido acusado de conspirar com a ex-analista de inteligência Chelsea Manning para obter acesso à rede do Pentágono.

Assange foi preso no mês passado no Reino Unido por violação das condições de sua liberdade condicional. Ele havia estado desde 2012 na Embaixada do Equador em Londres, onde buscou refúgio para não ser extraditado para a Suécia, onde enfrenta acusação de estupro

O WikiLeaks reagiu ao anúncio em uma rede social: "Isso é loucura. É o fim do jornalismo de segurança nacional e da primeira emenda [sobre a liberdade de expressão e de imprensa, entre outros]".

Manning foi presa em 2013 após ser considerada culpada de acusações como espionagem pelo vazamento de documentos militares secretos ao WikiLeaks. Sua pena foi comutada pelo presidente Barack Obama, mas ela voltou a ser presa por ter se recusado a prestar novo depoimento à Justiça. 

Segundo comunicado do departamento, Assange "ajudou a obter informações confidenciais sabendo que poderiam ser utilizadas em detrimento dos EUA e em benefício de uma nação estrangeira".

"O departamento leva a sério o papel dos jornalistas em nossa democracia, mas Julian Assange não é um jornalista", acrescentou o secretário adjunto de Justiça, John Demers.​

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