Repressão a protestos no Iraque deixa um morto e 25 feridos

Manifestante morreu após ser atingido por bomba de gás lacrimogêneo

Bagdá | AFP e Reuters

Ao menos um manifestante morreu e outros 25 ficaram feridos durante confrontos com forças de segurança nesta sexta-feira (17) em Bagdá, informaram fontes médicas e de segurança.

O conflito ocorreu quando um grupo de manifestantes tentou cruzar uma ponte sobre o rio Tigre, no centro da capital iraquiana, e foi reprimido pelos agentes.

O local no centro de Bagdá onde ocorreram os protestos desta sexta-feira (17)
O local no centro de Bagdá onde ocorreram os protestos desta sexta-feira (17) - Ahmad Al-Rubaye/AFP

A polícia de choque lançou bombas de gás lacrimogêneo e um manifestante atingido no peito por um desses artefatos morreu, disseram fontes médicas e de segurança a agências de notícias.

Desde 1º de outubro, o Iraque vem sendo sacudido por um amplo movimento de protesto contra os dirigentes do país, acusados de corrupção e incompetência.

Os protestos são duramente reprimidos e já deixaram 460 mortos —quase todos manifestantes— e mais de 25 mil feridos.

A ponte fica próxima à praça Tahrir, onde milhares estão acampados há meses, e o acesso à passagem tem sido restringido por autoridades.

"Sabotadores atacaram as barricadas na área da ponte Sinak e forças de segurança estão usando métodos não letais para pará-los há horas", disse um porta-voz do primeiro-ministro.

Apesar de o movimento ter se reduzido recentemente, os manifestantes voltaram às ruas na semana passada, determinados a manter suas reivindicações, apesar de a atenção ter se voltado para a ameaça de um conflito entre Irã e Estados Unidos, após Donald Trump ter ordenado a morte de um general iraniano em um aeroporto do Iraque.

Na última sexta-feira, homens armados mataram dois jornalistas locais que cobriam protestos na cidade de Basra, no sul do país. 

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