Descrição de chapéu Governo Biden refugiados

Cerca de 100 mil imigrantes foram barrados na fronteira dos EUA em fevereiro, diz agência

País registra alta no número de viajantes irregulares que tentam entrar pelo México

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Washington | Reuters

Agentes nas fronteiras barraram cerca de 100 mil imigrantes na divisa entre os Estados Unidos e o México em fevereiro, de acordo com fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters. Os dados, que não foram confirmados oficialmente, seriam os maiores para fevereiro desde 2006.

Em janeiro de 2021, cerca de 78 mil foram impedidos de entrar de forma irregular na fronteira mexicana. O percentual segue alto neste começo de março. Na quarta (3), os agentes registraram mais de 4.500 imigrantes sem autorização de entrada, em um único dia, também de acordo com a Reuters.

Migrantes escalam margem do rio Bravo, perto da fronteira com os EUA, entre Ciudad Juarez e El Paso - Jose Luiz Gonzalez - 10.fev.21/Reuters

Nas últimas semanas, houve um grande aumento no número de crianças que chegaram à fronteira sozinhas, o que gera pressão sobre os funcionários da imigração para buscar novas formas de abrigá-las.

O presidente Joe Biden, que tomou posse em janeiro, vem desmontando a política de linha-dura contra a imigração reforçada na gestão anterior, de Donald Trump, embora mantenha várias das medidas do antecessor em vigor.

O ex-presidente teve o combate à entrada de estrangeiros como uma de suas principais bandeiras, e reforçou medidas como separar pais e crianças capturados na fronteira. Ele recuou da prática após sofrer muitas críticas, mas centenas de familiares separados ainda não conseguiram se reencontrar.

O democrata enviou alguns funcionários de alto escalão para a região da fronteira, para apontarem formas de conter a alta na imigração e de lidar com o grande fluxo atual de chegada. A administração Biden quer evitar uma repetição das crises humanitárias de 2014 e 2019 na fronteira, quando ondas de famílias e crianças migrantes desacompanhadas sobrecarregaram as instalações federais.

As medidas de Biden geram críticas da oposição republicana, que diz que elas estimulam a imigração ilegal aos EUA. "Devemos reconhecer a crise na fronteira, desenvolver um plano e, sem termos vagos, desencorajar fortemente os indivíduos da América Central e do México de fazer a perigosa jornada até nossa fronteira sul", escreveu Kevin McCarthy, líder republicano na Câmara, em uma carta que enviou a Biden nesta sexta (5), exigindo providências.

Na entrevista coletiva diária desta sexta, Jen Psaki, secretária de imprensa da Casa Branca, defendeu a mudança de estratégia. "Nós não pegamos conselhos do ex-presidente Trump na política de imigração, a qual era não só inumana, mas ineficiente. Nós vamos traçar nosso caminho, e isso inclui tratar crianças com humanidade e respeito", afirmou.

Ela deu as declarações em resposta a um comunicado de Trump, no qual ele acusou Biden de colocar o país em risco ao mexer nas regras de imigração.

Apesar das críticas a Trump, o governo Biden segue usando uma medida da gestão anterior para impedir a entrada de estrangeiros que pedem asilo, com base em uma ordem emergencial de saúde pública. Com isso, eles são expulsos de modo sumário.

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