Leitor compara tragédia de Brumadinho a cenário de obra de Picasso

Número de mortos chega a 65, e pelo menos 279 estão desaparecidos

Brumadinho

Quem poderia imaginar que o cenário de Guernica da obra de Picasso, na Espanha (1937), fosse se reproduzir no Brasil (“Cai a chance de encontrar sobreviventes do desastre”, Primeira Página, 28/01), em Brumadinho, MG? Se os motivos dos crimes em Guernica foram classificados como terrorismo, o que dizer do que houve no Brasil?  
Gésner Batista (Rio Claro, SP)

 

O recente acidente nas instalações da Vale, com dezenas de mortes e um dano irreparável ao ambiente, coloca em cheque um dos pilares defendidos pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes: empresa estatal não presta e empresa privada é sinônimo de alta eficiência e produtividade. A Vale era estatal, foi privatizada, tem o controle acionário (48%) nas mãos de investidores estrangeiros e tem gestores independentes. Em um país minimamente sério, estaria impedida de operar e quebrada após o acidente. Com a palavra, o ministro.
Armando L. Bordignon (Valinhos, SP) 

 

Por que não bloqueiam a Vale do Rio Doce por inteiro? Quantas Brumadinhos e Marianas ainda virão? A negligência e a irresponsabilidade venceram outra vez.
Gilberto M. Costa Filho (Santos, SP)

 

Plagiando J.R.Guzzo, que diz “os gigolôs do ambientalismo”, eu chamo os fiscalizadores das barragens de gigolôs da fiscalização, assim como gigolôs de todas as fiscalizações, como INSS, Bolsa Família etc. Mas nenhuma destas últimas causou tantas mortes como os gigolôs das fiscalizações das barragens. Indignação, vergonha, não sei que nome dar ao meu sentimento e ao sentimento do brasileiro diante desta segunda tragédia causada pelos referidos fiscalizadores.
Lucilia Costa (São Paulo, SP)

 

A equipe de resgaste que veio de Israel a pedido do presidente Bolsonaro (“Equipe de Israel já atuou em 20 desastre pelo mundo”, Cotidiano, 28/01) declarou que sua missão era localizar sobreviventes, o que parece missão impossível, quando se sabe que, dada as características do acidente e o tempo decorrido, as chances de encontrar sobreviventes são cada vez mais remotas. Tivéssemos agido de forma mais racional, melhor chance de êxito teríamos com os veículos anfíbios (tanques de guerra russos) capazes de atravessar rios e rodar em terrenos enlameados.
Marcos Abrão (São Paulo, SP)


Riscos da automação
Sobre a reportagem “Robôs ameaçam 54% dos empregos formais no Brasil (Mercado, 28/01)” é importante analisar a capacidade de resolução de problemas graves e que atingem populações em todo o mundo, como fome, falta de água e energia. Com políticas públicas adequadas a acompanhar essa realidade, creio que tenhamos uma balança positiva no final das contas.
Marco Antonio Felix (São Paulo, SP)


Ensino do marxismo
Bravo, Paulo Ghiraldelli (“A lei está do nosso lado”, Tendências/Debates, 28/01)! A nossa sociedade encontra-se embriagada pela fé, daí aprovarem o sucateamento da educação. Há que se falar do óbvio. 
Anete A. Guedes (Belo Horizonte, MG)


Disputa por cargos
É um dinheiro desperdiçado (“Eleição na Câmara e no Senado inclui disputa por 682 cargos de até R$ 20 mil”, Poder, 28/01) com compadrismo que se soma a muitos outros que inviabilizam o país. Por que não cortar tudo e direcionar esse dinheiro para hospitais públicos?! 
Rômulo José De Andrade Costa (MG)


Aposentadoria
O funcionalismo público é a âncora do país (“Servidores articulam lobby contra Previdência”, 28/01). Ineficientes, cheios de mordomias, escorados na estabilidade, não durariam um dia no setor privado.
Mauricio Fleury S. Mestieri (São Paulo)


Governo Bolsonaro
Vê-se nos meios de comunicações forte corrente para que tudo dê errado no governo Bolsonaro. Na reportagem da Folha “Primeiro mês de Bolsonaro tem crise ética, bate-cabeça e bandeira de campanha” (Poder, 27/1), relata-se só o que há de negativo. Devemos ajudar no que for possível para que o país avance, incentivar o que está correto, e não só dar ênfase ao errado.
Rosa Lina Krause (Timbó, SC)


Escândalos em Assembleias
O povo vota em marionete, em figuras fictícias, que só existem no imaginário. Depois que é eleito, o político perde de vez o contato com a realidade do Brasil (“Escândalos acumulam anos sem solução em Assembleias do país”, Poder, 28/01). Antes de serem eleitos, candidatos liam script, algo feito por alguém especialista em ludibriar a mente do eleitor. Tanto é que muita gente se identifica com este ou aquele político só pelo fato do sujeito usar Bic ou comer pastel. O povo não acordou.
Marcos A. T. Garcia (Curitiba, PR)


Líder em audiência
Parabéns à Folha (“Folha foi líder em audiência no país em 2018”) por trabalhar com a pluralidade dos fatos, por meio de diferentes ângulos da notícia. Além, é claro, da ousadia de apontar e questionar os principais problemas do Brasil e do mundo, sem ferir os preceitos éticos.
Jose Gabriel de Jesus Cruz (SE)

 

A Folha não é de esquerda nem de direita nem de centro. É plural, como deve ser. Até porque notícia é aquilo que não quer que se publique, o resto é publicidade.
Osmar Carneiro (Recife, PE)

 

“Esse jornal se acabou, talquei?” Parabéns, Folha! Continue resistindo.
Maria Cecília de Arruda Navarro (Bauru, SP)

 

Bem merecido pelo trabalho jornalístico que desenvolvem. Sou assinante e estou muito satisfeita.
Guaciara Fernandes Oliveira Judice (ES)

 

Parabéns pelo jornalismo profissional, de qualidade, sempre crítico e plural feito pela Folha.
Thadeu Tófani Carvalho (MG)

 

Parabéns! Assinei em 2018 e fiquei pensando o motivo de não ter feito antes. Também consumo os outros, mas prefiro, de longe, a Folha. Como crítica construtiva, só acho que poderiam melhorar a leitura da réplica do jornal impresso. Nesse ponto, pode servir como exemplo o padrão dos concorrentes.
Diego de Oliveira Magalhães (RJ)

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