Descrição de chapéu Opinião

Após 64, militares ficaram lá 21 anos, espero que os de Bolsonaro só coloquem a casa em ordem, diz leitor

Reajuste para o STF também faz com que leitores se manifestem

O comandante Eduardo Villas Bôas, em evento do Exército em abril
O comandante Eduardo Villas Bôas, em evento do Exército em abril - Evaristo Sa/AFP

A manchete da Folha (“Bolsonaro não é a volta dos militares, afirma Villas Bôas”, 11/11) me levou a 1964. Eu trabalhava no Banespão e ia muito ao Masp, que funcionava junto aos Diários Associados. Pura sorte, cheguei ao saguão no momento em que Castello Branco dava início à campanha “Ouro Para o Bem do Brasil”, depositando suas alianças. Apesar dos seguranças, ele passou tão perto que encostou em mim. Estava cheio de militares. Fiquei ouvindo a conversa deles. Diziam que o acesso ao poder seria por pouco tempo, só para colocar a casa em ordem. Mas gostaram de mandar e ficaram 21 anos. Esperamos que, próximos do Bolsonaro, sejam só seus assessores, pelo tempo de pôr a casa em ordem.
Roberto Antonio Cêra (Piracicaba, SP)


Onyx Lorenzoni

Onde já se viu admitir que recebeu caixa 2 (“Onyx é apoiado pela indústria de armas e já associou ativismo LGTB a pedofilia”, Poder, 11/11), pedir desculpas e ficar por isso? Só no Brasil mesmo...
João Pedro Sousa (São Paulo, SP)

Onyx Lorenzoni, em comissão especial da Câmara
Onyx Lorenzoni, em comissão especial da Câmara - Pedro Ladeira - 23.nov.2016/Folhapress

Charge

Os cartunistas têm a grata função de interpretar a vida, as pessoas e os costumes e nos fazerem assentir com o riso e a gargalhada, pelo engenho e arte com as palavras, seus traços e escolhas de cores com o pincel, tal como fez Jean Galvão (Opinião, 11/11). No jornal, charges e cartuns são como oxigênio ao leitor, fatigado com o estresse do noticiário e as contradições de tudo.
Doralice Araújo (Curitiba, PR)


Deslizamento em Niterói 

A recente tragédia no morro da Boa Esperança, em Niterói (“Deslizamento em Niterói mata ao menos dez”, Cotidiano, 11/11), remete a algo trivial. Se alguém estaciona um veículo em um local proibido, em segundos aparece um amarelinho lavrando multa. Já se alguém constrói uma casa em um local proibido, prefeitos e autoridades fazem vista grossa. E isso é para lá de óbvio. Mais casas, mais IPTU. Mais habitações, mais assistencialismo e votos na próxima eleição. Aí, quando acontecem tragédias, o estado dissimulado culpa Deus ou o acidentado por morar em um local impróprio.
Artur Mendes (Campinas, SP)


Elio Gaspari

A respeito da coluna de Elio Gaspari (“Os livreiros querem tungar os leitores”, Poder, 11/11), gostaríamos de esclarecer que a proposta de regular os descontos dados a livros —restrita ao primeiro ano dos lançamentos— busca soluções para um mercado estrangulado por várias e sérias questões: ao longo dos últimos 12 anos, encolhemos 21%. A proposta, que é lei em vários países, incluindo França e Alemanha, busca uma forma de garantir pluralidade de oferta no mercado. 
As discrepâncias de preços tornam as pequenas livrarias pouco competitivas. Além disso, os descontos estimulam a venda dos lançamentos best-sellers e jogam para segundo plano os livros em catálogo, empobrecendo a oferta ao consumidor. 
A proposta é um esforço do setor para encontrar fórmulas que garantam um mercado saudável, competitivo e apto a fomentar a leitura no país.
Luís Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (São Paulo, SP)


 

Elio Gaspari mostra que os livreiros, que querem tungar os poucos leitores brasileiros, confundem gestão com problemas econômicos, e geralmente vão ao governo pedir dinheiro por suas incompetências.
Marcos Barbosa (Casa Branca, SP)


 

Charge de Carvall publicada na Folha
Charge de Carvall publicada na Folha - Folhapress

Reajuste no STF

Ministros do STF querem 16,4%. Generais querem 23%. Reivindicações justíssimas. Muitos até merecem. A maioria, não. Em qualquer atividade há o joio e o trigo.
Eu e todos os aposentados e pensionistas do INSS merecemos pelo menos 500%. Fácil explicar: contribuí durante 25 anos pelo teto de 20 salários mínimos. Durante dez anos pelo máximo do valor de referência (hoje em torno de R$ 10 mil). Fui aposentado com oito salários mínimos em 1997 e hoje ganho três salários mínimos. Deveria estar com pelo menos R$ 15 mil.
Não errei nas contas. Eu não tive mordomias. Isso vale para todos os aposentados e pensionistas da velha guarda. Qual dos aumentos é o mais justo? Com a palavra, a população e as autoridades. 
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira (Rio de Janeiro, RJ)


 

Gostaria que as empresas de pesquisas, como Ibope, Datafolha, CNI e outras, fizessem consulta ao povo sobre o que acha do aumento de 16,4% aos ministros do STF e a cascata que isso vai provocar nas finanças do Brasil quebrado. O povo está precisando urgentemente de segurança, saúde e escolas.
Alaor dos Santos (São Paulo, SP)


 

Ao contrário do que acreditam os ingênuos jornalistas e articulistas da Folha e seu admirável público, os juízes não querem o tal aumento de 16,4%. Eles querem, sim, é manter todos os penduricalhos, que resultam em um valor muito maior do que isso e sobre os quais não incidem Imposto de Renda e contribuição previdenciária. 
As pressões que fazem para manter os benefícios (auxílio-moradia etc.), ainda que haja o tal reajuste, é só uma estratégia para reafirmar sua manutenção após o veto que Temer dará à matéria. 
Os tolos comemorarão... Os juízes também.
Alessandra Faria de Carvalho (São Paulo, SP)


Colunas

Concordo com Drauzio Varella (“Sedentários bem alimentados”, Ilustrada, 11/11), porém penso que ele e outros profissionais da área da saúde deveriam se reunir com o novo presidente, prestes a assumir, e o aconselhassem a fazer propaganda maciça nos meios de comunicação, assim como nas escolas. É onde começa realmente a mudança, no sentido estrutural do problema da obesidade, como todos os males à saúde advindos dela.
Luis Coutinho (Valinhos, SP)


 

Acerca do artigo de Marcelo Leite (“Armas da razão vs. homeopatia”, Ambiente, 11/11), acho bastante razoável propor que o dinheiro público seja gasto em situações em que há respaldo científico, com evidências, no mínimo razoáveis. A maioria dos trabalhos que analisam a homeopatia avalia essa modalidade terapêutica como um todo, e não em determinada situação.
É como se analisasse se a alopatia funciona ou não, sem perguntar “para quê?”. A alopatia não funciona para muitas situações. Além disso, a análise da ação da homeopatia, geralmente, é feita sob ótica de pessoas alopáticas. 
Fato semelhante ocorreu com a acupuntura, que no início não se entendia, e agora a ciência ocidental observa liberação pelo corpo de substâncias, durante e após sua utilização, que explicam seu efeito.
O Conselho Federal de Medicina reconhece a homeopatia e a acupuntura como práticas médicas aceitáveis.
Arnaldo Lichtenstein, diretor técnico do Serviço de Clínica-Geral do Hospital das Clínicas de São Paulo (São Paulo, SP)

Erramos: o texto foi alterado

Diferentemente do que foi informado, o texto "Armas da razão vs. homeopatia" foi escrito por Marcelo Leite, e não por Marcelo Coelho.

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