Governo Bolsonaro tem semelhanças preocupantes com os do passado, diz leitor

Atuação do filho do presidente e 'fritura' de ministro motivam comparações

Governo Bolsonaro
Reconheço que é cedo para um julgamento definitivo, porém já verificamos algumas semelhanças preocupantes com governos passados, antes utilizados como modelo antagônico ao atual: 1) filho com talento espantoso para obtenção de lucros a curto prazo; 2) ministro do núcleo duro sendo fritado e jogado aos leões como se fosse o único culpado por irregularidades.
Carlos Augusto de Lima (São Paulo, SP)
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Tudo tem um limite. Ostentar em reunião de trabalho uma camisa “pirata” do Palmeiras é derrapar na imagem. E tem mais: se agrada ao torcedor palmeirense, desagrada ao das demais agremiações. Populismo por populismo, o ideal seria a camisa da seleção brasileira (“Presidente participa de reunião sobre a Previdência com camisa do Palmeiras”, Mercado, 15/2).
Paulo Sérgio do Carmo (São Paulo, SP)

O presidente Jair Bolsonaro, vestido com camisa do Palmeiras, em reunião com ministros no Palácio da Alvorada
O presidente Jair Bolsonaro, vestido com camisa do Palmeiras, em reunião com ministros no Palácio da Alvorada - Reprodução

Ilustríssima
Sou leitor assíduo da Ilustríssima e, de tempos em tempos, deparo-me com textos vazios, um tanto óbvios e que abusam da prolixidade para tentar disfarçar os problemas com o conteúdo. Refiro-me ao texto “A sofisticada marcha da humanidade em direção ao precipício” (17/2). Fica nítida a dificuldade do autor de entender e descrever a complexa interação do ser humano com a natureza e, para isso, recorre a lugares-comuns.
Gilberto Baracat Júnior (Araçatuba, SP)


Futuro da Previdência
O deputado Vitor Hugo diz que a reforma da Previdência respeitará o tempo do Parlamento (“Governo terá de formar a base do zero e respeitar o tempo do Parlamento”, Mercado, 16/2). E o tempo do Brasil? Quando será respeitado? Parece que nenhum político que elegemos põe o país como prioridade. 
Renata Campos Salles Moraes Abreu (São Paulo, SP)
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A proposta de reforma apresentada inviabilizará a aposentadoria de parcela da população. As idades mínimas propostas vão impedir que muitos trabalhadores de baixa qualificação se aposentem, pois eles normalmente são substituídos pelos mais jovens. Dessa forma, aqueles com mais de 50 anos se tornarão desempregados e não poderão continuar contribuindo para a Previdência até atingirem a idade mínima. Qual a solução?
Miguel Lotito (Vargem Grande Paulista, SP)


Marighella
Maravilhoso e corajoso, neste momento tão sombrio em que vivemos. Uma felicidade termos Wagner Moura para contar a história de Marighella no cinema (“Na pele de um rebelde”, Ilustrada, 15/2), registro fundamental também sobre o que foi a ditadura militar, e ainda denunciar lá fora o que está acontecendo hoje no Brasil. Obrigada!
Beatriz Prado (Rio de Janeiro, RJ)
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Como cinema, deve promover um ótimo entretenimento. Já como fiel e imparcial retrato histórico, a fim de gerar reflexão e debate, tenho minhas dúvidas.
Vanderson Fernandes dos Santos (São Paulo, SP)


Tarifa de ônibus
Sempre o mesmo papinho: teremos que reduzir o orçamento em educação e saúde (“Justiça de SP determina suspensão de reajuste da tarifa de ônibus”, Cotidiano, 15/2). Que tal pedir desculpas pelos bilhões gastos com contratos emergenciais ou diminuir os lucros das empresas de transporte? Glória!
Diego Belato (São Paulo, SP)


Telemedicina
É comovente observar a intensa nostalgia de parte da classe médica brasileira que só aceita manter práticas convencionais mesmo diante da benéfica entrada da telemedicina, cujas comprovadas tecnologias inovadoras permitem o avanço de recursos de atendimento e orientação à saúde nos rincões do país (que padecem com a falta de médicos). Isso lembra o receio de donos de carruagens a cavalo quando os automóveis apareceram, bem como o de donos de cartórios em admitir máquina de escrever e computador (“Saúde não é filme de ficção”, Tendências/Debates, 16/2).
Fredric M. Litto, professor emérito da USP e presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (São Paulo, SP)


Colunistas
Fernanda Torres parece que nunca cansa de nos presentear com crônicas maravilhosas e inteligentes (“Juízo final”, Ilustrada, 15/2). Felizmente sua fonte de inspiração e sabedoria parece sempre ser renovada e presente ao cotidiano da mesma forma que se insurge avassaladora e perspicaz. Sua inteligência e adorável inquietude nos fazem bem à alma, principalmente nos dias de hoje.
Paulo Cesar Francisco Henriques (Rio de Janeiro, RJ)
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Ainda bem que a Folha tem um articulista como Vladimir Safatle. O primoroso  texto “A funerária Moro” (Ilustrada, 15/2) deveria ser compartilhado e distribuído em todos os possíveis canais para que todos tomem consciência de  quão insensato é um governo formado por pessoas despreparadas e como a nação precisa evoluir para atingir nível mínimo de civilização.
Geraldo Maia (Belo Horizonte, MG)


Brasileiros deixam Portugal
Como dizia Milton Friedman, não existe almoço grátis. As dificuldades de subsistência fora do Brasil são as mesmas daqui (“Pedidos de ajuda para brasileiros voltarem de Portugal crescem 52%”, Mundo, 14/2). Quem não possui qualificações costuma sofrer mais na Europa e nos EUA por conta da alta especialização e tecnologia. O mais difícil está na adaptação cultural. O choque cultural não poupa ninguém e costuma destruir muitos sonhos. Não existe apenas na ida, mas também na volta para o Brasil. Acostumar-se a viver no próprio país tende a ser ainda mais difícil.
Cloves Oliveira (Valinhos, SP)


Licenças na Ceagesp
Recomendo a reportagem (Comerciantes denunciam cobrança de propinas por licenças na Ceagesp, Cotidiano, 15/2) passar ao menos uma semana na Ceagesp para entender que se trata de micro síntese do Brasil. Um mundo com regras próprias, onde o por fora reina. Ali jogo do bicho e prostituição são liberados, e há esquemas para tudo.
Ricardo Moreira Dellon (São Paulo, SP)


Ação contra Wellington Macedo
Excelente trabalho (“Jornalista é alvo de 59 processos de diretoras de escolas em Sobral, no Ceará”, Poder, 15/2). A primeira instância não tem independência para julgar. A segunda instância é duvidosa. Em Brasília, não deverá ter problema se o caso for sólido. Os criminosos confirmaram o teor da reportagem com essa ação orquestrada.
Eduardo Giuliani (São Paulo, SP)


Folha, 98
A Folha agradece as mensagens pelos seus 98 anos recebidas de Dimas Ramalho, conselheiro do TCE-SP (São Paulo, SP), Reynaldo Passanezi Filho, presidente da ISA CTEEP no Brasil, e Rogério de Souza Pires, cartunista (Umuarama, PR)

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