Liberar exigência de visto para americanos é atitude submissa, afirma leitor

Em visita aos EUA, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o fim de vistos para americanos

Vistos para americanos
No mínimo covarde e submissa a atitude do presidente Jair Bolsonaro em liberar a exigência de visto para entrada de americanos no Brasil (“Sem exigir reciprocidade, Brasil isenta de vistos cidadãos dos EUA”, Mundo, 19/3). A recíproca será verdadeira ou nós brasileiros somos cidadãos inferiores? Garanto que os problemas enfrentados pelos americanos na entrada de estrangeiros no seu país são os mesmos que enfrentamos por aqui. Então por que essa graça de graça?

Rodrigo Moreira Vieira (São Lourenço, MG)

A decisão de dispensar do visto de entrada os cidadãos dos EUA, Canadá, Austrália e Japão, sem exigir reciprocidade, lembra-me a estória do sapo na Festa no Céu, contada para meus filhos: “São Pedro manda avisar aos bichos deste sertão da grande festa no cé; mas para bicho sem asa ‘não fazer vestido à toa’, manda dizer que a festança é só pra bicho que voa”.  O resto da estória todos sabem ou imaginam.

Teresa Fernandez (Belo Horizonte, MG)


Presidente nos EUA
A viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos não tem a repercussão merecida. E um ponto a ser destacado é que ele foi recebido sem o prestígio de um dirigente de um país importante. Por sinal, além da assinatura de um convênio militar, relativo à base de Alcântara, e a liberação de vistos para americanos que visitarem o Brasil, pouca coisa pode ser acrescentada. Uma situação que merece a devida situação.

 

Uriel Villas Boas (Santos, SP)


Comemoração do aniversário do golpe de 1964
Esse dia foi uma vergonha nacional. Chegamos a um estado de baderna total de nossas instituições a tal ponto que as Forças Armadas tiveram que assumir o poder. Não há nada a comemorar. A comemoração deve ser sobre o resultado do trabalho dos militares que chegou a sua plenitude no final do governo Médici, quando eliminou a esquerda armada e iniciou o processo de abertura com a passagem para o Geisel.

Eduardo Giuliani (São Paulo, SP)

 

Mudança climática
Excelente o texto de Marcelo Leite sobre a iniciativa de greve de Greta Thunberg contra a poluição que provoca mudança no clima (‘Clima de medo e medo do clima”, Saúde, 17/3). Ela conseguiu enxergar o que os industriais se recusam a ver —que os gases do efeito estufa estão matando tudo: ambiente, seres humanos e animais. Solução? Não será esperar que Greta ganhe o Nobel, mas que morramos engasgados com plástico ou que paguemos multas por destruirmos o ambiente. Na melhor das hipóteses, nos resta divulgar as atrocidades ambientais que fazemos.

Letícia Moreira Dias Kayano (São Paulo, SP)


Ruy Castro
Prezado Ruy Castro, suas crônicas são feitas para nos animar logo de manhã. Na de segunda-feira, você fez uma síntese numa linguagem de certa forma poética de mudanças tecnológicas revolucionarias: a calculadora de bolso, o celular e seus desdobramentos. Recortei e vou plastificar. E também fiz cópias para os meus netos e netas.

Roberto Puccia Bianchi (São Paulo, SP)


Tendências / Debates
Convido o presidente da Eletronuclear a explicar alguns pontos sobre as usinas nucleares de Angra dos Reis: o que dizer da localização das usinas, entre as duas maiores metrópoles do país, com potencial para contaminar São Paulo e Rio em caso de acidente? A Alemanha, que vendeu as usinas ao Brasil, está desativando todas as suas usinas nucleares, por quê? O que fazer com o lixo nuclear, hoje armazenado de forma precária em tambores enferrujados? 

Mário Barilá Filho (São Paulo, SP)

A secretária escreve em tom bastante instigante e convincente. Tudo parece bem, mas um detalhe de proporções inimagináveis foi deixado de fora, a saber, o que ela e Damares entendem por família. Hoje temos várias configurações familiares solidamente constituídas e ainda assim diversas da tal “família tradicional brasileira”. Elas oferecem acolhimento, amor e educação aos seus filhos, por vezes até de modo mais intenso e profundo do que a versão tradicional. E então, do que está falando?

Gustavo A. J. Amarante (São Paulo, SP)


Socorro aos estados
Se as pedaladas foram efetivamente a causa do impeachment da ex-presidente Dilma, muitos dos governadores não deveriam ter sido afastados pelo descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal? 

Julio Shiogi Honjo (Arapongas, PR)


Mudanças na Folha
Sou assinante da Folha de S.Paulo há 28 anos e fico muito feliz com a nomeação do jornalista Sérgio Dávila como diretor de Redação. Desejo que ele consiga trazer de volta a velha Folha, isenta, plural, jovem, dinâmica e inquieta com todos, realmente todos, os segmentos políticos e com a sociedade em geral. Parabéns aos acionistas da Folha, que também parecem ter saudade da velha Folha de guerra.
Luigi Fernandes
(São José dos Campos, SP)

Espero que a Folha continue a desagradar tanto a esquerda quanto a direita, ou seja, continue independente e com o rabo preso apenas com a verdade e seus leitores, bem como a defesa da justiça social, com desenvolvimento sustentável, pluralista e defensora dos direitos humanos, como tem sido desde que comecei a assinar o jornal há muitos anos.

Eliseu Rosendo Viciana (São Paulo, SP)

Parabéns, Sérgio! Uma ótima notícia para o jornalismo brasileiro. Parabéns também pela segura e tranquila transição de Maria Cristina. Leitor há décadas do jornal, tenho minha admiração e entusiasmo renovado neste momento.

Ricardo Young Silva (São Paulo, SP)


Recorde da Bolsa
Colocar na primeira página de um dos principais jornais do Brasil que a Bolsa de Valores, ao quase atingir 100.000 pontos, se descolou da economia real é um atestado de que a Folha realmente não entende nada do mercado de capitais. A Bolsa reflete expectativas em relação à economia real. E isso não se limita àquelas de economistas sobre o desempenho do país neste ano, mas a expectativa do mercado em relação ao futuro. 

Luiz Daniel de Campos (São Paulo, SP)


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