'Ataques ao STF empurram o país para perto da Venezuela', diz leitor

Em artigo, professor afirma que 'Supremo é o alvo da vez num país conflagrado'

Sessão no Supremo Tribunal Federal, em outubro do ano passado
Sessão no Supremo Tribunal Federal, em outubro do ano passado - Pedro Ladeira - 24.out.18/Folhapress

Paulo Guedes na Câmara

Inicialmente achei uma grosseria, mas, quando olhei o contexto, vi que não foi nada de mais (“Aliados de Bolsonaro culpam líderes governistas por ataques a Guedes”). Seria como dizer que Guedes era uma mãe para os banqueiros e uma madrasta má para o povo. Agora, um governo com Jair Bolsonaro fica reclamando de um “tigrão”? Só acho que o deputado do PT deveria saber que os fãs do governo dariam “piti” e ele poderia ter evitado dar motivo para isso.

Brites Delane Gomes dos Santos (Salvador, BA)

O caso “tchutchuca” mostra apenas a falta de respeito na política brasileira (“Sem rede de proteção”, de Bruno Boghossian). Esse tipo de comportamento deveria ser punido com processo por falta de decoro. Os políticos brasileiros, principalmente aqueles que se acham donos da verdade, desaprenderam o que é fazer política. Ou nunca souberam.

Paulo Schaefer (Cajamar, SP)

A oposição, que era governo até outro dia, sabe que a despesa do governo com a Previdência cresce de maneira explosiva, ou seja, a reforma é necessária. Não importa se você é de esquerda ou de direita, basta que saiba fazer contas para saber disso. Mas a esquerda, no lugar de discuti-la, fica repetindo platitudes de que o projeto tira direitos dos pobres, o que não é verdade.

Gabriel Braga (Marabá, PA)

Instituições

Uma onda de justicialismo fanático (às vezes, até delirante) tomou conta do país nos últimos anos. Está destruindo a política (e não só a ruim, aquela boa também), desgastando as instituições e rachando a sociedade brasileira. O atual governo é o principal produto dessa loucura. Há situações já vistas em outras épocas e em outros lugares, com péssimos resultados. Depois, tudo isso será só uma lembrança, mas o risco é ter de passar muitos anos coletando os escombros (“Não vai ter golpe, vai ter luta!”, de Reinaldo Azevedo).

Paolo Sarzi (Franca, SP)


Mourão X Bannon

Não me causa estranheza alguma a progressiva desenvoltura de Mourão (“Mourão deve renunciar e ir para a oposição, diz ex-estrategista de Trump”). Já que Bolsonaro não corresponde às expectativas de seus eleitores, abre-se um vazio a ser ocupado, isso mesmo, pelo vice. Voluntária e continuadamente, o presidente aceita (e até estimula) sandices de seus filhos e de um tal Olavo de Carvalho. Ante a doidice, a oposição sorri. O valente Paulo Guedes, da Economia, por exemplo, ficou brigando sozinho na Câmara. Não é bom sinal.

José de Sousa Santos (Teresina, PI)

Quem elegeu o senhor Bannon ou o senhor Olavo de Carvalho? O eleito não foi Jair Messias Bolsonaro? Se o eleito escolheu como companheiro de chapa o general Mourão, que direito tem o americano de ingerir-se em assuntos brasileiros?

Jose Rodolpho Perazzolo (São Paulo, SP)

Supremo

Corretíssimo o posicionamento do professor de direito Celso Sanchez Vilardi no artigo “A bandeira imprudente do ataque ao Supremo”. Não há democracia sem Judiciário independente. Os ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) empurram o país para perto da Venezuela, cuja Corte Constitucional foi domesticada pelo regime chavista.

Raul Silva Telles do Valle, advogado socioambiental (Brasília, DF)

O prestígio de uma instituição como o STF perante a opinião pública decorre do exercício do seu mister (“Poupando fôlego”, de Bruno Boghossian). É claro que o Supremo não deve se pautar pelo que as pessoas achem certo ou errado. O que é certo ou errado está definido na Lei Maior, que deve ser o guia das decisões. O ferido prestígio do STF decorre de posições de integrantes do colegiado, impregnadas de perceptível viés político. Interpretar a Constituição ao sabor de posições pessoais fere de morte a instituição.

Sylvia Alves Corrêa (Cuiabá, MT)

Intimidado, o Supremo realiza uma grande fuga para a frente, consolidando a ideologia de conveniência.

José Luvercy Rodrigues (Fortaleza, CE)


Gêmeos condenados

Não creio que seja caso de litigância de má-fé nem de fraude processual (“Uma decisão salomônica”, de Hélio Schwartsman). Ninguém tem o dever de produzir prova contra si mesmo. A decisão do juiz ataca o ponto central, que é o fato de ambos agirem em conluio. Na falta de certeza, condenam-se os dois. Se um se sentir prejudicado, pode acusar o outro. O pensamento do colunista, como sempre, é ótimo, mas o do juiz é de melhor aplicabilidade prática.

Alvaro Justa de Castilho (Rio de Janeiro, RJ)


História

O governo se apega a bobagens porque não tem nada de importante a propor na educação, na economia e na segurança. Enquanto isso, a taxa de desemprego aumenta (“Defesa de 1964 irrita militares, que pedem saída de Vélez").

Alberto Henrique (Mauá, SP)


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