'Prisão de Lula parece mesmo odiosa', afirma leitor

Detenção do ex-presidente da República completa um ano no próximo domingo (7)

Governo Bolsonaro

O Brasil enfrenta uma crise econômica, social e política, com mais de 13 milhões de desempregados, uma população dividida em vários aspectos, sejam sociais, sejam de ideologias políticas, e um presidente que deveria estar aqui arrumando a casa só faz papel de estadista no exterior, ora nos Estados Unidos, ora em Israel. Não é esse político que seus eleitores certamente elegeram para salvar o país e os pobres desta nação.

Célio Borba (Curitiba, PR)

Se o senso comum presidencial não entende como funciona urna eletrônica, pesquisa eleitoral, radares nas estradas e estatísticas do IBGE, muito menos entenderá o básico a respeito de estudos de gênero, psicanálise freudiana, teoria da evolução, direitos humanos, Ministério da Educação etc. Estamos presenciando o representante da “rebelião das massas”, termo tão caro ao filósofo espanhol Ortega y Gasset.

Paulo Sérgio do Carmo (São Paulo, SP)

O presidente brasileiro falou em Jerusalém, no Museu do Holocausto, acerca de não esquecer o passado. A mesma verdade vale para o nosso país. Diante das vítimas dos autoritarismos, somente não esquecendo nem distorcendo a história se ganham a dignidade moral e a abertura tão necessárias para governar democraticamente.

Enrique e Belinda Mandelbaum (São Paulo, SP)

Tenho a certeza de que um dos maiores aprendizados durante a visita de Jair Bolsonaro a Israel foi sobre o respeito, o cuidado e a importância que Israel dá ao meio ambiente. Plantar uma oliveira no Bosque das Nações, em Jerusalém, foi um ato simbólico, mas que agora precisa se concretizar por meio de novas políticas para o meio ambiente aqui no Brasil (“Em Israel, Bolsonaro defende que nazismo foi movimento de esquerda”).

Eduardo El Kobbi, presidente da organização ambiental KKL Brasil (São Paulo, SP)

Nazismo

Ao defender que o nazismo é uma ideologia de esquerda, o chanceler Ernesto Araújo recomenda que leiamos a “história de uma perspectiva mais profunda” (“‘Associação foi usada para denegrir a direita’, afirma chanceler”). Todavia, preocupa-me que os seguidores do guru do chanceler (o astrólogo Olavo de Carvalho) adotem a recomendação e mergulhem tão profundamente em algumas “perspectivas” e, com isso, além de acreditarem que não existe aquecimento global e que Georges Soros é um agente do marxismo cultural, possam também ser convencidos de que a Terra é plana.

José Gomes Neto (São Paulo, SP)

Próxima revelação do ministro das "Relações Estratosféricas”: o papa é ateu.

Mouzar Benedito (São Paulo, SP)

As declarações e tuítes do presidente parecem sempre se superar negativamente. Mas, tal qual Lula e o PT, que tentaram reescrever a história nacional, como se o Brasil tivesse sido fundado em 2003, Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo parecem tentar reescrever a história mundial ao afirmarem que o nazismo era de esquerda. Ora, qualquer estudante sabe que dizer isso é um absurdo, assim como dizer que o comunismo seria de direita. Trata-se de um despropósito, uma flagrante desonestidade intelectual.

Sandro Ferreira (Ponta Grossa, PR)


Lula

Eu até concordaria com a sugestão de Elio Gaspari de uma pacificação histórica mandando o Lula para prisão domiciliar, desde que ele confessasse seus crimes (“Lula livre, em casa”). Ao contrário disso, o ex-presidente vive agredindo os juízes que o condenaram e o Judiciário aqui e no exterior. Assim não dá para fazer nenhuma pacificação.

Luis Coelho do Nascimento Junior (Ribeirão Preto, SP)

Excelente artigo. Os comentários expressam a sabedoria de um jornalista que tem a cabeça no lugar. A prisão de Lula parece mesmo odiosa e tem à evidência um viés político. Não há como negar isso. Certos sentimentos revanchistas não justificam tamanho castigo. Mas Lula quer mesmo é a absolvição.

Ruy Luís de Araújo (Jaboatão dos Guararapes, PE)

Se Elio Gaspari acha que a prisão de Lula não faz bem à história do país, gostaria de saber o que ele acha da prisão de governadores (Cabral, Pezão, Richa). Deveriam também cumprir prisão domiciliar, ou talvez nem mesmo serem postos em regime fechado? E, se o PT não cometeu mais nenhuma “trapalhada”, é justamente por estar fora do poder.

Alexandre Carvalho (Registro, SP)

Aqueles que hoje se levantam contra a possibilidade de concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Lula amanhã poderão requerer o mesmo benefício. Afinal, o mundo dá voltas e quem tem telhado de vidro não joga pedras no telhado alheio.

Nilton Silva (Brasília, DF)


1964

A rede Cinemark não deveria se justificar por ter exibido o documentário “1964: o Brasil entre Armas e Livros” em algumas salas (“Cinemark diz que exibição de filme pró-golpe foi erro de procedimento”). Deveria, isso sim, adotar a política de exibir filmes de diversos matizes políticos. A pluralidade de ideias é a única forma de combater a intolerância e a ignorância.

Jorge Ribeiro Neto (Indaiatuba, SP)

Sobre o texto dos ex-integrantes da Comissão Nacional da Verdade (“Do golpe de 1964 à ditadura”), não podemos esquecer os graves crimes cometidos contra as populações indígenas, tais como matanças de tribos inteiras, torturas e toda sorte de crueldades cometidas por proprietários de terras e agentes do Estado, como descrito no livro “Brasil: uma Biografia”, de Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Portanto, é preciso lembrar esse triste período da história brasileira aos jovens e a todos os que o apagaram da memória.

Maria Vanda Yassui Meirelles, professora aposentada (São Paulo, SP)

Proponho que doravante, em todo 31 de março, comemoremos no Brasil o aniversário da tabela periódica!

João Garcia (São Paulo, SP)

​​Família

Irmãos formam, com relação ao tempo, os mais longos relacionamentos da vida. São aqueles (talvez os únicos) que, na ausência dos pais, compartilham nossas mais remotas memórias. Ler o texto “Carta aos irmãos” foi uma saudosa volta ao passado.

Conceição Aparecida Araújo Oliveira (Belo Horizonte, MG)


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