'Idolatria impede que Bolsonaro administre a realidade', diz leitor

Presidente afirmou que protestos contra cortes são feitos por 'idiotas úteis'

Educação

A idolatria por um astrólogo vingador impede que o chefe de estado do Brasil acompanhe e administre a realidade do povo e das ruas. Ele não admite que a campanha eleitoral acabou há meses (“Manifestantes vão às ruas contra cortes na edução em ao menos 170 cidades”).

Jonas Nilson da Matta (São Paulo, SP)

Bem-vindos às ruas, estudantes. Vocês exercem o pleno direito democrático de protesto e de reivindicações. Só senti falta de vocês lá atrás, quando o país estava sendo saqueado e necessitávamos estancar a roubalheira, e sinto falta de vocês para uma Justiça “justa”, cega e imparcial.

Otávio de Queiroz (São Paulo, SP)

Uma ótima frase de um cartaz no protesto: “Sem educação já basta o presidente”.

Walter José de Miranda (Curitiba, PR)

São curiosos certos movimentos, como o de pessoas ligadas à área da educação, a respeito da suspensão de recursos. Tirando o fato de que há sempre interesses políticos nessa questão, alguns fingem não saber que qualquer orçamento está sujeito à disponibilidade de recursos. Por um lado, quem governa não pode se exceder. Por outro lado, para tentar contentar um ou outro setor, seria necessário descontentar outros, tirando-lhes recursos. Não importa a ideologia política, todos têm de se enquadrar.

Heitor Vianna P. Filho (Araruama, RJ)

Se Bolsonaro não investiu na educação dos próprios filhos, por que investiria na dos filhos dos outros?

Sérgio Luiz Zandoná, advogado (Cascavel, PR)

Ciência se constrói de berço, desde as etapas fundamentais do ensino (“Cientistas defendem cortes em prol da economia”). E o Brasil, nesse campo, é muito ruim, sobretudo na esfera pública. Injetar dinheiro na veia das universidades, com o despreparo intelectual do jovem que lá chega (há exceções de excelência, é claro), é assumir a lógica do remendo, do faz de conta, da fantasia. E ciência não procria nesse ambiente, não é?

Plinio Góes Filho (Maceió, AL)

Acho inacreditável a cegueira e a vontade de errar do governo (“Carregando nas tintas”, de Bruno Boghossian). Se há de fato a necessidade de contingenciamento, que se negocie com as universidades e que isso seja explicado de forma equilibrada, não usando bombons e metáforas risíveis.

Claudia Roveri (Blumenau, SC)

Todos sabiam que medidas amargas seriam tomadas para pôr as contas públicas em ordem, fosse o atual governo de direita ou de esquerda (“Não são só os 30% da educação”, de Mariliz Pereira Jorge). Agora, fica esse teatro da esquerda encenando mimimis, mas sem indicar solução. Aliás, são mestres nisso. Cobram e criticam, mas nunca apontam solução. Por outro lado, chegou ao limite da paciência a tríade dos Bolsonaros com os militares e o ideólogo “ianque”. É preciso que o presidente acorde e veja que o ambiente de campanha política acabou.

Abdoral Gomes (Brasília, DF)

Ilustrações

As edições que contêm ilustrações de Carvall deviam custar mais caro aos leitores. Ele é um dos melhores intérpretes da semiótica no país.

Márcio Almeida (Oliveira, MG)


Preocupação com a Argentina

Incrível! Não passa um dia sem que o presidente contribua para a “balbúrdia” que marca o seu governo (“Bush se preocupa com a Argentina, diz Bolsonaro”). Agindo como um “idiota útil” a serviço de interesses que não são os da sociedade, é pródigo em afirmações “imbecis”, inconsequentes. A última é ir aos Estados Unidos para falar da política interna da Argentina, o que, dependendo do resultado das próximas eleições naquele país, pode trazer graves prejuízos para nós no campo econômico.

Rodolpho Motta Lima (Rio de Janeiro, RJ)


Apoio no Congresso

A questão é saber se o que o governo propõe é bom para o país ou não. Ao Congresso, que representa o povo, cabe analisar as propostas e votá-las. Nessa linha de raciocínio, o governo Bolsonaro está correto. Negociar apoio é contrariar a vontade dos eleitores que o elegeram, pois significa corromper os deputados que representam a vontade do povo e deveriam votar em sintonia com os interesses deste (“Guia cego em zigue-zague”, de Maria Hermínia Tavares).

Orlando Ferreira Barbosa (Belo Horizonte, MG)


Aliados

O governo Bolsonaro demonstra desapreço aos seus subordinados, sem apresentar a mesma lealdade que exige deles (“Chute nos aliados”, de Ruy Castro). Sua omissão parece uma permissão para os ataques de seus filhos contra qualquer pessoa que ouse criticá-lo ou ombreá-lo, escancarando a sua falta de liderança. Da sua mania de perseguição emerge um líder inseguro, desleal e que não confia nos seus próprios aliados, mantendo-os submissos e submetidos ao escrutínio das redes sociais insufladas pelos seus filhos.

Ângela Luiza S. Bonacci (Pindamonhangaba, SP)


Bomba nuclear

De onde viriam os cientistas de que o Brasil precisaria para construir as armas nucleares com os cortes que o governo do pai dele está fazendo (“Eduardo Bolsonaro diz que país deveria ter bomba nuclear”)?

Emile Myburgh (São Paulo, SP)


Investimentos

Concordo com o presidente da Fapesp e atesto “in vivo” quando relata que o investimento em pesquisa agropecuária, por meio de auxílio financeiro da fundação, vem contribuindo para o progresso do setor agropecuário no país (“A Fapesp e a agropecuária paulista”, de Marco Antonio Zago). É premente que o governador João Doria também reconheça a importância dos institutos de pesquisa do estado para o desenvolvimento socioeconômico do setor agropecuário, com a alocação de mais recursos humanos e financeiros, visando à melhoria das tecnologias para o agricultor.

Maurilo Monteiro Terra, pesquisador aposentado do Instituto Agronômico de Campinas (Campinas, SP)

É útil a informação do presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, de que R$ 417 milhões/ano foram investidos “na área [agropecuária] por USP, Unesp e Unicamp na formação de pessoal”. Ótimo para formar agrônomos. Dado o conteúdo do artigo, ele poderia finalizá-lo com “Agro é Pop, Agro é Tech, Agro é Tudo”. O HU (Hospital Universitário) da USP ainda é ótimo para formar médicos. Por que o médico Zago, reitor da USP de 2014 a janeiro de 2018, quase destruiu o HU?

João Zanetic, professor sênior do Instituto de Física da USP (São Paulo, SP)


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